Do mundo que nos espera

Opinião / 28/12/2014 - 07h37
Por Stefan Salej
 
A percepção do que aconteceu de mais importante no ano 2014 varia de país para país, de pessoa para pessoa. Podemos concordar, porém, que alguns eventos atingiram o mundo inteiro. Mas, antes disso, não há dúvida alguma, em termos internacionais, a realização da Copa no Brasil e a nossa vexaminosa derrota para Alemanha é para cada um dos brasileiros um fato inesquecível e marcante. Por outro lado, o aumento de desastres naturais, mudança de clima e de temperaturas afetaram o mundo como um todo. E o ebola, que provocou a morte de mais de 10 mil pessoas e está longe de ser dominado. Os terroristas islâmicos, a guerra interminável na Síria, com milhões de refugiados, e os ataques de grupos palestinos a Israel também marcaram a presença no cenário mundial. A guerra no Afeganistão que não acaba, e o conflito na Ucrânia que começou, teve lances trágicos de derrubada de avião civil e continua.
 
A isso tudo e muito mais pode-se adicionar o descongelamento de relações entre Estados Unidos e Cuba, a perversa situação política na Venezuela, onde a situação econômica está se deteriorando, e as dificuldades sempre presentes na vizinha Argentina. E mais, a queda vertiginosa do preço das matérias-primas, onde só o café se salvou. A China diminuindo o seu ritmo, a Europa engatinhando e Estados Unidos dominando novamente o desenvolvimento mundial.
 
O que passou, alguns dizem que é um ano para esquecer, passou e nos deixou algumas lições para 2015. O novo ano traz mais incertezas do que tranquilidade. Está porém claro que as políticas de baixar os preços de petróleo e aproveitar o conflito entre Rússia e Ucrânia para castigar o urso russo estão desenhando um mundo novo, diferente daquele que vimos 25 anos após a queda do Muro.
 
As potências mundiais estão redesenhando o mapa, mas com a presença da China, que se tornou número dois no cenário econômico. Os conflitos regionais, como do Oriente Médio, e o crescimento do poderio nuclear do Irã ainda dominado pelos clérigos muçulmanos radicais, provavelmente vão continuar. O da Ucrânia, também, e nada mostra o fim do conflito da Síria ou a derrota dos radicais islâmicos. O terrorismo islâmico radical continuará sendo um dos nossos inimigos globais mais perigosos e que vai afetar a vida de cada um de nós.
 
Mudanças climáticas, mesmo com alguns acordos pífios conseguidos nós últimos tempos, são desprezados em função de interesses individuais de grandes jogadores no tabuleiro mundial. O mesmo vale para os acordos comerciais patrocinados pela Organização Mundial do Comércio. Prevalecem os interesse de grandes países em total detrimento da maioria do mundo. Na base simples: manda quem pode e obedece quem tem juízo.
 
Onde fica o Brasil, com o cambaleante Mercosul e outras alianças na América Latina, cabe a cada um de nós avaliar e ao governo determinar o rumo do país no mundo.
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Comentários