Dor de reviver e otimismo para vencer o câncer

Opinião / 31/01/2020 - 06h00


Ellen Moraes Senra

Recentemente, famosas como a apresentadora Ana Maria Braga e a jornalista Susana Naspolini comentaram que enfrentam novamente o câncer e que se submeterão ao tratamento. Apesar de ser um momento difícil, é extremamente importante que elas e quem recebe esse diagnóstico, pela primeira vez ou em reincidência, se mantenha positivo, para que fique tudo bem e o tratamento funcione da melhor maneira possível.

Após o diagnóstico, o câncer traz uma pressão muito grande, tanto para o paciente quanto para a família, pois sabemos que o tratamento, geralmente, é muito agressivo e ataca o sistema imunológico, além de muita gente já associar diretamente com a possibilidade de morte. Então, é muito comum que o paciente desenvolva quadros depressivos ou de crises de ansiedade. Alguns ainda passam pela fase da negação da doença.

Nesse momento, a família precisa se unir, para que possa prestar suporte emocional e suporte presencial, levando o paciente aos tratamentos e o acompanhando em consultas médicas.

Em relação à parte psicológica, tanto o paciente como a família precisam ter acompanhamento, levando em consideração a gravidade da doença. Quanto mais grave for, mais agressivo o câncer é, como também o tratamento. Tudo isso reflete na família. O tratamento mexe com o humor, com toda a dinâmica familiar e com o emocional de todos. Geralmente, os grandes centros que tratam câncer têm psicólogos de plantão, que prestam suporte tanto para o paciente quanto para o familiar.

Há alguns estudos que afirmam que muitos pacientes começam a definhar ao receber o diagnóstico do câncer. E isso não é pelo câncer em si, e, sim, pelo diagnóstico e pelo pessimismo. As pessoas o associam à morte, então, o diagnóstico, às vezes, soa como uma sentença, mesmo quando sabemos que muitos têm tratamento, podem ser curados – alguns não, mas, outros, sim. Por isso, é extremamente importante que se mantenham positivos, para que fique tudo bem e o tratamento funcione da melhor maneira possível.

Sobre a recuperação, salvo em casos em que é um tipo de câncer incurável, em que os médicos deixam tudo bem claro aos pacientes, as pessoas devem acreditar que podem se recuperar mais de uma vez. Elas devem acreditar na cura. Tanto Ana Maria Braga como Susana Naspolini já se curaram de outros. Então, quando um câncer é tratável, as pessoas devem acreditar na cura, não importa quantas vezes haja reincidência da doença.

Em casos como o da apresentadora e o da repórter, por serem pessoas públicas, era importante para a imagem profissional que elas explicassem sobre isso para o público que as acompanha. Dessa forma, elas passam positividade para outros, ao contar para o grande público. Isso pode motivar pessoas que estão passando por quadro semelhante a ficarem mais otimistas e acreditarem que é possível vencer a doença.

Psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental
 

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