Ela nos protege ou nos vigia

Opinião / 13/12/2018 - 07h00

Rosangela Silqueira Hickson*


O alto custo das tecnologias, o baixo êxito dos softwares e o risco de violação da privacidade reduziram o crescimento da biometria, a tecnologia que utiliza as características biológicas únicas para identificar as pessoas para fins de segurança. Mas as ameaças do mundo atual fizeram com que esta tecnologia tivesse um crescimento de forma que, em alguns anos, será normal o uso de sistemas de reconhecimento digital, facial ou da íris. 

Imagine que você precise entrar em um local secreto, porém tem que passar por um sistema de segurança, que exige mais do que uma chave ou uma senha: exige a íris, a voz e o formato da mão para conseguir entrar. 

Esse tipo de cenário pode ser encontrado durante um dia normal no trabalho. Aeroportos, hospitais, hotéis, mercearias e até os parques temáticos da Disney usam cada vez mais a biometria para ter maior segurança. A biometria é a tecnologia que identifica a pessoa baseando-se em suas características físicas ou comportamentais. 

Desde o início da década de 1990 que a indústria biométrica trabalha de forma estreita com organismos internacionais de padronização, de modo a definirem-se padrões para a promoção da interoperabilidade e para a uniformização de abordagens para implementar e testar sistemas biométricos. 

Atualmente, os padrões estabelecidos incluem formatos de partilha de dados e APIs, bem como padrões para a utilização da biometria em transações financeiras seguras. Entretanto, os padrões biométricos continuam o caminho de maturação. 
De uma forma geral, as características biométricas mais utilizadas atualmente têm um período de vida bastante longo, mas algumas são mais persistentes e estáveis do que outras. 

Os padrões da íris são formados muito cedo na nossa vida e permanecem estáveis até a morte, a não ser que sejam obscurecidos por cataratas ou por outras doenças oftalmológicas. 

Podem-se combinar diferentes características biométricas para se conseguir níveis de segurança mais elevados em aplicações de alta segurança. No entanto, é mais comum combinar características biométricas com outros mecanismos de autenticação _ por exemplo, cartão inteligente ou número de identificação pessoal (PIN). Este conceito de autenticação múltipla permite uma abordagem por níveis que pode aumentar a privacidade e a segurança. 

Para concluir, podemos referir que a tecnologia biométrica fornece a capacidade única de confirmar a identidade pessoal. Cada pessoa recebe características biométricas com o seu nascimento e continua a carregar esses identificadores biométricos para onde quer que vá. De uma forma geral, as características biométricas mais utilizadas atualmente têm um período de vida bastante longo.

(*) Doutora em bioinformática, coordenadora do mestrado profissional em tecnologias aplicada à saúde, professora dos cursos de tecnologia da Informação da Faculdade Promove de Tecnologia
 

 

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