Empreendedorismo no Brasil atual

Opinião / 06/04/2017 - 06h00

Andrea Arnaut e Jane Diniz Martins

O empreendedor para a economia e para a sociedade é de grande relevância, pois está propenso a investir, alocando, de forma ótima, os recursos e buscando como resultado a permanência do empreendimento e o crescimento econômico, a geração de riqueza, de emprego e renda. Os empresários com espírito de iniciativa e disposição para o risco podem formar um corpo de empreendedores que responderão pelos investimentos em unidades produtivas nos diversos setores.

O povo brasileiro vem demonstrando sua tendência e vontade em empreender, seja no empreendedorismo por oportunidade, quando a economia está favorável ou por necessidade, quando o cenário econômico é desfavorável, e, desta forma, empreender passa a ser uma opção de grande importância, uma alternativa para contornar as dificuldades que surgem em detrimento da crise.
As elevadas taxas de crescimento da economia brasileira, verificadas entre 2003 a 2008, perderam seu ímpeto a partir de 2009. Em 2014 tornou-se evidente uma desaceleração econômica em decorrência de fatores, como a crise dos mercados internacionais, queda do preço das commodities, inflexões da política econômica e, recentemente, a crise política. Essa desaceleração da economia está retraindo o mercado interno tornando as condições atuais menos favoráveis ao empreendedorismo por oportunidade, responsável por um forte impacto sobre o crescimento econômico de um país. Já o empreendedorismo por necessidade é bem mais sensível às condições econômicas do país e tende aumentar quando a oferta de emprego é menor, pois para seu sustento muitos buscam como saída abrir o seu próprio negócio.
Nos últimos anos a qualidade do empreendedorismo brasileiro melhorou de forma significativa. O grande acesso às informações sobre negócios, o papel das Instituições de Ensino Superior de apoio na capacitação e as políticas públicas adotadas, são algumas das conquistas que justificam essa melhoria. Entretanto, apesar da melhora na qualidade, o país ainda tem muito que investir na educação empreendedora, que possui papel estratégico no campo econômico e social.

De acordo com o relatório da Global Entrepreneurship Monitor no Brasil, a partir do esforço e da luta do empreendedor é que se construirá um novo modelo de crescimento para nosso país. Entretanto, será necessário qualificar os negócios, para que estes possam competir em um contexto globalizado. Mesmo que a decisão seja ter um negócio no bairro, na rua ou mesmo uma extensão da casa, o importante é que este empreendimento e seu empreendedor possuam qualidade e para que isso seja possível é preciso reunir determinação, dedicação, planejamento e muito trabalho. Os negócios de impacto, de alto potencial de escalabilidade, de maior valor agregado, serão transformadores para um novo Brasil: desenvolvido e inovador.

Profa. Ms. Andrea Arnaut é Mestre em Administração, Especialista em RH e professora do Curso de Administração da Faculdade Promove.
Profa. Ms. Jane Diniz Martins é Mestre em Administração e professora do Curso de Administração da Faculdade Promove

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