Entenda melhor o comportamento de um psicopata

Opinião / 04/12/2020 - 06h00

Genoveva Ribas Claro

O transtorno da personalidade antissocial é caracterizado pela falta de consideração e violação dos direitos dos outros, partindo somente do seu próprio desejo. Esse comportamento inicia na infância, é mais evidenciado no começo da adolescência e continua na idade adulta.

Existem outros nomes relacionados a psicopatia, como personalidade amoral ou sociopata, ambos caracterizados por atos antissociais, que podem estar relacionados a atitudes criminais, mas não como sinônimo de criminalidade, pois pode se tratar de incapacidade de aceitar as normas sociais.

Para receber este diagnóstico, o indivíduo deve ter pelo menos 18 anos e ter tido uma história de algum desvio de conduta antes dos 15; crianças que tem o prazer de maltratar animais, seus colegas, não respeitar normas e regras estabelecidas, ter um perfil de mentir sobre sua conduta, são exemplos.

Esses indivíduos com Transtorno de Personalidade Antissocial, quando adultos, têm mais facilidade de se envolver na delinquência, destruir a propriedade alheia; sentem indiferença insensível pelos sentimentos alheios; atitude flagrante e persistente de irresponsabilidade e desrespeito por normas, regras e obrigações sociais. Esse transtorno pode ser identificado pela incapacidade de manter relacionamentos, baixa tolerância à frustração e um baixo limiar para descarga de agressão, incluindo violência, incapacidade de experimentar culpa e arrependimento. Tem dificuldade de aprender com a experiência, particularmente punição, sendo propenso a cometer novamente os atos delinquentes e propensão marcante para culpar os outros ou para oferecer racionalizações plausíveis para o comportamento antissocial diante da sociedade.

Psicopatas não apresentam emoções ou compaixão, e por não serem afetados por ansiedades, conseguem usar sua inteligência de uma forma bem mais eficiente. Pesquisas apontam que os “circuitos” do cérebro de um psicopata são diferentes dos de uma pessoa normal, e que eles ativam menos, certas partes do cérebro relacionadas a julgamentos morais, e têm menos conexões entre o córtex pré-frontal que é responsável pelo sentimento de empatia e culpa, o que justifica a frieza deles.

Como identificar um psicopata em seu convívio?

Você pode identificar um psicopata pela falta de emoção ou por não ter empatia. Para um diagnóstico é preciso que o indivíduo apresente pelo menos mais três outras características, como:

Desprezo pelas leis, praticando atos que inclusive são passíveis de detenção.

Ser enganador, mentiroso e ludibriador, visando obtenção de vantagens, benefícios e ganhos pessoais.

Agem impulsivamente, sem planejamento de seus atos.

São imprudentes e não se preocupam com a segurança de outras pessoas.

Ficam facilmente irritados e agressivos, se envolvem em brigas físicas ou discussões constantemente.

Agem de forma irresponsável, como por exemplo, deixar o emprego sem garantia ou planos de outro, não pagar contas.

Não sentem remorso, são indiferentes às situações que envolvem tristeza, ou maus tratos que causam aos outros.

Os sociopatas podem estar convivendo normalmente em nosso dia-a-dia, sem percebermos, é necessário uma observação e análise atenta de suas palavras e comportamentos.

Assim, devemos tomar sempre o cuidado com aquelas pessoas que inventam histórias e mentiras, seja para persuadir alguém, enganar, ou contar vantagens sobre si mesmos. São egocêntricos, mentem sobre qualidades com o objetivo de se supervalorizar.

Mestre em Educação, psicóloga e professora 

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