Eu, mulher hoje

Opinião / 16/01/2017 - 06h05

Alice Schuch*

A história não foi amiga das mulheres. E hoje? Sabemos amar nossa inteligência ao feminino e racionalmente lutar para desenvolvê-la e coloca-la em ação histórica? 

Votamos, tantas leis nos protegem. Como professoras, somos responsáveis pela educação de crianças e adolescentes, temos direitos, mas também deveres, temos liberdade de decidir a nossa sorte, traçar o nosso caminho, o mercado está aberto, globalizado, imenso. Ouso tentar algo que nunca fiz antes? O que concretamente estou fazendo por mim?

De acordo com o tempo, as ondas vêm e devem ser surfadas, não existe alternativa. Faça por você, mulher. Entenda que cada pessoa não vale pelo que ela é, mas sim por aquilo que concretamente faz.

Se eu gasto mais do que a capacidade que eu teu tenho de gerar, eu não sou livre, sou dependente. Hoje, com o excesso de apelo ao consumo, sentimos tantas vezes a necessidade de gastar demasiadamente. Nesse caso, não somos livres.

Hoje faz-se necessário competência, e competência competitiva para navegar em um universo globalizado e aberto. Competência competitiva para ser auto sustentável, independentemente de quanto recebemos de salário por mês. 

O problema surge quando existe a dicotomia entre o que se gasta e o que se ganha pelo trabalho pessoal. Somente com equilíbrio consciente entre os ganhos e os gastos nos tornamos independentes, livres e auto suficientes.

Condição sine qua non: ganhar independência econômica para viver em segurança e liberdade. 

Veja, na antiguidade, as mulheres eram percebidas como infantis, hoje não há espaço para isso e tampouco os homens estão dispostos a sustentar as mulheres modernas. Não precisamos pedir, podemos construir a nossa grandeza.

(*) Palestrante e escritora sobre o universo feminino

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