Fim do achismo nas empresas

Opinião / 29/06/2019 - 06h00

Ricardo Ferreira

Praticamente ninguém poderia imaginar, há décadas atrás, que hoje estaríamos usando aplicativos para quase tudo. Pedir comida sem ter que ligar para o restaurante, fazer transações bancárias no meio da madrugada e chamar o transporte com um clique. A tecnologia tem transformado radicalmente nossa relação com produtos e serviços. Se os consumidores estão cada vez mais adeptos às comodidades proporcionadas pelos aplicativos de dispositivos móveis, é fundamental que as empresas utilizem o comportamento dos usuários de maneira estratégica.

Todos os dias, uma quantidade enorme de dados digitais é gerada e é fundamental que empresas consigam lidar com essas informações para entender melhor o comportamento do seu consumidor. Se antes esses processos eram feitos de forma quase manual, usando pesquisas de opinião e formulários em papel, hoje é possível conhecer não apenas informações unidimensionais dos usuários – como idade, profissão e sexo – mas também entender seus gostos, hábitos de consumo e outras informações valiosas para o seu negócio.

É uma tendência que desperta interesse e está na lista de prioridades das companhias. Segundo o relatório Global Mobile Analytics Market 2016 – 2020, o investimento das empresas em soluções de análise e inteligência para smartphones foi de US$ 1,62 bilhões em 2015 e deve ser de US$ 4,26 bilhões em 2020.

Não é à toa que esses números crescem. A inteligência artificial ajuda empresas a tomarem decisões melhores ao analisar e comparar grandes volumes de informações e organizá-los de forma relevante. Isso reflete em novos produtos, ações de marketing, vendas e até no atendimento.

A quantidade de informações produzidas em computadores e smartphones continuará crescendo e, com ela, a complexidade de analisá-las. Conseguir compreender as preferências do público influencia, portanto, processos decisórios de diferentes setores do negócio, fazendo com que a empresa tenha mais vantagem competitiva e se torne relevante para clientes.

Toda essa onda de avanços tecnológicos também gera mudanças sociais e estimula a criação de novas regras, que visam proteger o cidadão e definir condições de uso desses dados pelas empresas. Um ótimo exemplo é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que vigora em 2020 e já faz com que empresas busquem alternativas de segurança e privacidade para clientes.

A privacidade dos usuários é tema fundamental neste processo de inovação e deve ser tratada com total prioridade. A LGPD é um marco muito importante neste processo.

Com este cenário regulatório, considerando que as regras de tratamento de dados estão claras, empresas e clientes podem se beneficiar dos avanços que essas tecnologias podem trazer. 

COO da Cinnecta

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