Inteligência artificial aliada a uma beleza mais sustentável

Opinião / 17/10/2020 - 06h00

Caio de Santi*

O mercado de beleza tem evoluído muito nos últimos anos e os números comprovam. De acordo com estudo feito pela Euromonitor International, empresa de pesquisa de mercado, o Brasil é o quarto maior mercado de beleza e cuidados pessoais do mundo, ficando atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o mercado de estética brasileiro cresceu 567% nos últimos cinco anos.

Esse avanço tem acontecido porque os consumidores estão buscando produtos de qualidade e marcas que se preocupam com o meio ambiente e que tenham um DNA inovador. É aí que eu diria que o mercado de beleza se aninha no bem-estar: estamos falando agora do mercado de beleza e bem-estar. Ou seja, as pessoas não buscam apenas estarem bonitas, mas se sentir bem usando determinado produto. Para atender e, antes de mais nada, entender essa demanda, as empresas do setor vêm passando por grandes mudanças e adotando tecnologias para criar fórmulas e embalagens sustentáveis a fim de ter um consumo consciente. E que faça bem!

Por isso, beauty techs tem apostado na digitalização de processos para desenvolver itens personalizados e oferecer experiências integradas que vão ao encontro das reais as necessidades dos seus clientes. Com o uso da inteligência artificial é possível coletar dados e mapear o perfil de cada consumidor para criar fórmulas sob demanda, garantindo resultados efetivos, além de um relacionamento duradouro e verdadeiro. A tecnologia aqui entra para humanizar as relações de consumo, nos possibilitando oferecer apenas uma fórmula com vários benefícios, poupando tempo e dinheiro das pessoas que não precisam mais usar vários produtos, cada um para uma finalidade específica.

Isso evita também o desperdício de matérias primas e o acúmulo de estoque, um cuidado que tem sido muito valorizado pelas pessoas e decisivo na hora da compra. Tão importante quanto é excluir elementos químicos agressivos, testes em animais ou qualquer outra prática mais “convencional” que não esteja alinhada à ideia de fazer o bem, para si e para o mundo ao redor.

De acordo com relatório O Futuro da Beleza, feito pela Brandless, empresa americana de comércio eletrônico que fabrica e vende produtos sob sua própria marca, as empresas estão sendo orientadas a criarem fórmulas transparentes, respeitosas e seguras, com ingredientes naturais, saudáveis e orgânicos para alcançar uma beleza mais consciente e sem componentes desnecessários. Esse definitivamente é o norte.

Para concluir, eu diria que o setor está em constante transformação e as marcas precisam acompanhar essas mudanças para não ficarem para trás. Para isso, o uso de soluções tecnológicas e a inteligência artificial passou a ser requisito básico para que elas consigam ganhar cada vez mais competitividade em seu mercado de atuação, melhorar o relacionamento com o seu público-alvo e principalmente promover iniciativas sustentáveis visando o Meio Ambiente. Assim todos serão beneficiados. Pense nisso!

*É CEO da JustForYou, primeira beauty tech brasileira a usar inteligência artificial para desenvolver fórmulas personalizadas para shampoos e condicionadores

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