Internet 5G e as relações humanas e econômicas

Opinião / 13/12/2019 - 06h00

Diogo Cuoco

Um dos temas mais debatidos pelos especialistas e apaixonados por tecnologia é a chegada da Internet 5G ao Brasil, em 2021. A quinta geração da telefonia móvel sem fio não vem causando alvoroço apenas por prometer trazer maior capacidade, velocidade, segurança e menor latência nas trocas de dados entre os aparelhos digitais, mas também porque mudará drasticamente a forma como os consumidores vão interagir com os seus carros, casas e eletrodomésticos, na chamada Internet das Coisas (IoT).

Acredito que tanto o mercado quanto a indústria vão se beneficiar da tecnologia, para além das telecomunicações, uma vez que o 5G permitirá que qualquer dispositivo, e não só os tablets e smartphones, troque informações na rede. Ou seja, ao contrário das gerações anteriores, direcionadas para a comunicação entre as pessoas, a novidade será voltada para atender serviços e conectar dispositivos e máquinas, despertando o interesse de vários agentes e abrindo caminhos para amplas transformações socioeconômicas.

Segundo um estudo elaborado pela GSMA Intelligence, fonte de dados, análises e previsões de operadoras móveis, até 2025, o 5G estará em 1,4 bilhão de conexões móveis, sendo um dos impulsionadores do crescimento econômico mundial nos próximos anos. No entanto, para que haja uma revolução dos meios de produção da indústria 4.0, é fundamental que a internet chegue aos aparelhos das pessoas. E, a meu ver, esse é o grande desafio dos fornecedores de equipamentos de infraestrutura de rede e de dispositivos.

No país, empresas de telefonia já estão se preparando para oferecer a tecnologia, mas ainda é necessário o amadurecimento das estratégias. Até por isso, entidades e órgãos internacionais seguem discutindo os impactos esperados por tanta inovação. Agora que já entendemos que o 5G representará muito mais que uma melhora em termos de velocidade de acesso, precisamos saber quanto demandará de investimento por parte das operadoras de redes e quanto os brasileiros estarão dispostos a pagar por ela.

Em 2022, por exemplo, cerca de 15% da população mundial será coberta pela nova rede, de acordo com um relatório da Sony Ericsson, multinacional de telecomunicações. Apesar de não termos uma data certa para implementação da tecnologia no país em 2021, tenho certeza de que toda essa conectividade será benéfica para obtermos uma automação mais inteligente e eficiente, transformando todos os processos industriais e mudando o jeito que os brasileiros se relacionam com as máquinas. Vale ficarmos de olho!

CEO da Taki Pagamentos, startup credenciada do Denatran com soluções para parcelar no cartão diversos tipos de pagamentos de tributos

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