Modelos híbridos com teletrabalho no pós-pandemia

Opinião / 23/10/2020 - 06h00

Rony Breuel*

Colocar toda uma operação em home office foi o grande desafio das empresas no começo da pandemia, onde todos buscavam ainda absorver e entender os efeitos da quarentena e seguiam ansiosos, cada passo, em direção a qualquer métrica que pudesse indicar uma resolução para o vírus, ou estratégias que reduzissem a crise que apenas começava.

Com cortes de gastos, revisão de custos e readequação de recursos, mesmo com previsão de dias melhores por vir, muitas companhias foram surpreendidas positivamente pelos resultados de suas equipes em home office. Além da produtividade, RHs tatearam índices de possível melhora na qualidade de vida dos colaboradores. Segundo estudo divulgado recentemente pela Pesquisa de Gestão de Pessoas na Crise de Covid-19, da FIA (Fundação Instituto de Administração), cerca de 94% das empresas aprovam o home office.

Com uma possível vacina a caminho e o final do ano se aproximando, os times de gestão das empresas já discutem o cenário para 2021. E, segundo a mesma pesquisa da FIA, cerca de 30% das companhias devem permanecer em home office, ou ainda em modelos híbridos que comportem parte do tempo em escritório e parte em casa.

Como parte da cadeia de facilidade, inteligência e administração de custos, sempre troco com meus pares, clientes e contatos um outro dado muito importante e complementar ao ciclo do home office, seja parcial ou integral. Locar os notebooks, celulares, tablets, eliminam ainda alguns custos não previstos - que podem onerar, de forma inesperada, desequilibrando o caixa das empresas - , que é o de manutenção, troca e depreciação desses equipamentos. A economia com esse tipo de “imprevisto” pode ser de até R$ 70 mil por ano às empresas.

Além da economia alugando equipamentos, a produtividade e qualidade são outros fatores que podem fazer com que empresas mantenham seus funcionários em casa. Segundo pesquisa realizada por uma companhia de recrutamento, cerca de 86% dos entrevistados afirmaram querer continuar trabalhar de forma remota, por se sentirem mais produtivos, próximos à família e economizarem com o deslocamento até o trabalho.

Aproveitando a oportunidade gerada pelo mercado, triplicamos nossa demanda. E nossos resultados são tão expressivos que lançamos, recentemente, o modelo de assinatura de celular para empresas, em que o equipamento já com internet, linha telefônica, powerbank e proteção contra incidentes pode ser contratado de imediato, com implantação rápida em todo Brasil.

Com grande parte das empresas se mantendo em home office ainda no pós-pandemia, o mercado de locação de mobile devices deve se manter aquecido, já que muitos empresários entenderam que alugar é bem mais atrativo.

* Fundador e CEO da BR Mobile, startup que oferece serviço de locação de celulares, tablets e devices mobile
 

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