Novos hábitos de beleza e estética na pandemia

Opinião / 10/12/2020 - 06h00

Patrícia Barros Carvalhais

As indústrias cosméticas estão sempre à frente no mercado proporcionando inovação ao consumidor final. Durante a pandemia, houve um momento que não eram permitidos frequentar os salões, centros de estética e, por isso, o consumidor precisou mudar seus hábitos improvisando em casa os cuidados com a pele e os cabelos. Houve alteração de cuidados pessoais e beleza para que se encaixem em uma nova rotina. 

Essa mudança proporcionou que houvesse uma valorização do conhecimento e técnica destes profissionais. E com o retorno gradativo dos negócios da beleza e estética, as pessoas estão optando por sair menos de casa e diminuindo assim a procura por esses locais. Apenas o que for realmente importante e essencial para os consumidores irão se manter no dia a dia e na busca por procedimentos inovadores e com resultados eficientes.

Muitos cabeleireiros e esteticistas promoveram esse conhecimento através das redes sociais e atendimentos personalizados no formato virtual para ensinar como se cuidar em casa. 

As indústrias estão antenadas para esse novo mercado apresentando linhas de tratamento para o salão com opções de manutenção em casa não somente com linhas de xampu e condicionador, mas produtos que revitalizem os procedimentos até próxima visita. A aproximação do cliente deve ser através de conteúdo digital e veracidade nas informações. 

Utilizar as ferramentas para compras de fácil acesso também faz parte deste novo hábito e por isso as marcas precisarão se adequar a novos contextos.
Não houve mudança dos produtos que já estavam habituados a comprar para os cuidados diários. Ou seja, o consumo de produtos de higiene básica que já estavam habituados a comprar se manteve, o que mudou foi o canal de compras. 

Outro fator importante que dever ser considerado é a utilização da Inteligência Artificial (IA), esse um recurso utilizado para traçar o perfil, comportamento e necessidades dos consumidores e está sendo já testado por algumas empresas para identificar as condições da pele do usuário, verificar os cuidados necessários para cada cliente apresentando fórmulas e produtos específicos. 

A inteligência artificial contribuirá para a coleta de dados e, ainda, para a produção de itens personalizados e mais eficientes. Assim, cria-se um hábito de compra embasado em evidências está nascendo e esse movimento está sendo percebo pelas indústrias cosméticas. E o consumidor busca também por marcas que possuem engajamento social e sustentável. 

O profissional da beleza e da estética entendendo esses novos desafios irá se destacar apresentando novos procedimentos entrelaçando tratamentos nos espaços específicos, mas também acompanhando o tratamento em casa de forma mais eficiente.

*Coordenadora da Estética e Cosmética das Faculdades Promove

 

 

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