Nunca deixe outra pessoa dizer quem você é!

Opinião / 03/07/2021 - 06h00

Mauro Condé*

“Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”. Pitágoras

Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento, usando como meio de transporte excelentes livros sobre a evolução da Ciência.

Eles me levaram para os alpes franceses, no início de 1934, onde fui recebido por Marie Curie, a quem fui logo pedindo:

Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.

- Não dê atenção aos críticos, principalmente quando te criticarem mais pela pessoa que você é do que pelo conteúdo de suas ideias. Os invejosos geralmente sofrem por falta de contra-argumentos inteligentes.

Marie Curie enfrentou todo tipo de preconceito no final do século XIX, por ser mulher e por ter vindo de uma família pobre da Polônia.

Ainda criança, perdeu a mãe e a irmã mais velha, vítimas de doenças que ela não entendia e nem aceitava.

Transformou uma depressão em obsessão por contribuir para que os seres humanos nunca mais morressem precocemente de doenças que pudessem ser evitadas ou tratadas.

Barrada em seu país ao tentar o ingresso na Universidade, persistente se mudou para Paris, onde trabalhou como governanta para estudar nas horas de folga até se tornar a primeira mulher a obter um doutorado.

Marie se casou com outro cientista, Pierre Curie e juntos iniciaram investigações sobre a radioatividade, termo que ela inventou ao provar que os cientistas da época tinham incompreendido o átomo.

Eles acabaram descobrindo dois novos elementos químicos, o Polônio e o Rádio.

Foi a primeira mulher a ser agraciada com o Prêmio Nobel e de maneira dupla.

Na primeira oportunidade ganhou, ao lado do marido, o Nobel de Física em 1903.

Mesmo depois da morte de Pierre, ela continuou suas pesquisas e conquistou o Nobel de Química em 1911.

Suas descobertas levaram ao Raio-X e à Radioterapia para tratamento de câncer, que na França é conhecida como Curieterapia.

Quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, Marie Curie foi para os campos de batalhas, onde instalou unidades de Raio-X e conseguiu salvar a vida de milhares de soldados.

Em 1911, literalmente registrou sua entrada para a história ao ser fotografada ao lado de Einstein e dezenas de outros famosos cientistas, durante a considerada "maior reunião de pessoas inteligentes do planeta''.

Se puder, veja no Netflix o filme Radioactive, sobre a história de sua vida.

*Palestrante, Consultor e Fundador do Blog do Maluco

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Comentários