O açougueiro e Zeca Pagodinho

Opinião / 04/06/2019 - 06h00

Mauro Condé

“O que se leva dessa vida é o que se bebe, o que se come e o que se brinca”

Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento, usando como meio de transporte excelentes livros sobre música popular.

Eles me levaram para o Rio de Janeiro, onde fui recebido pelo genial Zeca Pagodinho, a quem fui logo pedindo: Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.

Pare de ter medo de morrer. Ao invés disso, cultive uma enorme vontade de viver, enquanto a vida durar.

Não tenha medo de fazer escolhas e tomar decisões difíceis na vida. 

Não leve a vida tanto à sério, mas seja honesto e íntegro para desfrutar de uma vida que valha a pena. Faça do bom humor e do sorriso sua maior barreira para os problemas da vida. 

Se algum dia você perder tudo, use as lições aprendidas como ingrediente para dar a volta por cima. 

Deixe a vida te levar. Na maioria das vezes, é a vida que te leva, mas não esqueça de fazer a sua parte. 

Combata a solidão com carinho, gentileza e solidariedade. Cultive laços profundos de amizade e valorize muito a sua família – são eles que vão segurar a sua barra, quando ela ficar mais pesada. 

A vida é curta – viva mais do jeito que você quer e menos do jeito que os outros querem que você viva. Invista no gosto pela leitura, pois esse é o melhor investimento a longo prazo para quem nasce sem recursos. Dê mais sentido à sua vida, contribuindo para que os outros sintam-se pessoas melhores por se relacionarem com você e seja o mais autêntico e verdadeiro possível.

Certa vez, ouvi uma história curiosa de um açougueiro que afirmou ter sido contaminado por um vírus transmitido pelo Zeca.

Até então, ele achava que a sua missão no trabalho era cortar pedaços de carne.

Depois desse contágio, passou a ter certeza que sua missão na vida é contribuir para a produção da maior matéria prima para felicidade do povo brasileiro, principalmente aos domingos, quando ele reúne a família e os amigos ao redor de uma churrasqueira para comer carne, ouvir boa música, se anestesiar levemente tomando uma cervejinha e para contar casos e rir da própria vida.

Sua missão mudou desde que foi contaminado por um vírus transmitido pelo Zeca Pagodinho via rádio. Era o Vírus da Felicidade.

Afinal, a vida não pode ser trabalhar a semana inteira e ir ao supermercado nos fins de semana.

É preciso saber apreciar o belo que a arte nos proporciona.

Palestrante, Consultor e Fundador do Blog do Maluco

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