O futuro está escrito no passado

Opinião / 23/01/2021 - 06h00

Mauro Condé*

“Se quiser adivinhar o futuro, investigue o passado” – John Naisbitt

Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento, usando como meio de transporte excelentes livros sobre Neurofisiologia.

Eles me levaram para o Rio Grande do Norte, onde fui recebido pelo pós-doutor Sidarta Ribeiro, a quem fui logo pedindo:

Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.

-Procure dormir um sono reparador diariamente para aumentar o seu poder de aprender coisas novas.

-Procure sonhar quando dormir, para entender a sua vida, passada e futura.

Em seu livro “O Oráculo da Noite”, Sidarta explica em detalhes a química por trás do sono e do sonho.

Conta como os sonhos não só interferem, mas também determinam nossa vida quando estamos acordados.

Sidarta desfila grande conhecimento acumulado, após 18 anos de pesquisa, sobre porque a gente dorme e como a gente sonha.

Dormimos para recarregar nossas baterias gastas ao longo do dia e sonhamos porque o sonho ajuda a desintoxicar nosso cérebro de tudo o que o sobrecarrega.

Dormir é a forma mais inteligente de aumentar nossa saúde física e mental, desde a infância.

O sono é um indutor de aprendizagem, antes e depois da mesma.

Já sonhar ativa o nosso cérebro através da reunião de fragmentos desordenados de memória, que se agrupam em forma de recortes alternados de vários momentos do filme da nossa vida.

Sidarta nos ensina que o sonho é geralmente premonitório, ao transportar nossa mente para uma viagem no tempo, sem sair do lugar, ir até o passado para resgatar memórias que, processadas junto com o que vivemos no presente, nos permitem predizer o futuro, de forma mais probabilística do que determinística.

Nem tudo o que sonhamos vai acontecer, mas há sim uma probabilidade dos sonhos que projetam o futuro se tornem realidade ou sirvam de alerta para o que vem pela frente.

Sonhar tem grande valia para a saúde, pois nos permite processar e ressignificar memórias, atenuar emoções negativas e encontrar soluções criativas para problemas complexos.

No livro ele conta histórias deliciosas sobre invenções originadas em sonhos, quando inventores pescaram nos sonhos as soluções que eles não concebiam em estado de vigília, como a complexa tabela periódica, a invenção da agulha da máquina de costura e até a concepção da música Yesterday, originada num sonho de Paul McCartney.

*Palestrante, Consultor e Fundador do Blog do Maluco

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