O que podemos esperar de 2019

Opinião / 26/12/2018 - 06h00

Aroldo Rodrigues*


O final do ano chegou e com ele todas as retrospectivas e previsões para o ano que virá, e no campo da economia não poderia ser diferente. Apesar de muitas reformas terem ficado de fora da pauta política, 2018 foi marcado pela estabilização e retomada dos indicadores econômicos. 
Vamos virar o ano com uma inflação controlada, taxa de juros no menor nível da história, recuperação (ainda que lenta) do saldo de contratações, dentre outros. Também tivemos eleição e venceu a proposta de renovação pela via tradicional. 

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) vem pregando a moralização da política e uma proposta liberal para a área econômica. Paulo Guedes, seu super-ministro, é o porta-voz dessas políticas, que tanto são aguardadas pelo mercado em 2019 e prometem desburocratizar e incentivar o empreendedorismo.

Por esses e outros motivos, estou bem otimista com o desempenho da economia brasileira para o ano que vem, e não estou sozinho nessa. Recentemente o ex-ministro da fazenda Henrique Meirelles disse que se o governo Bolsonaro não avançar em nenhuma reforma, ainda sim o Brasil cresce 2%. Se aprovar a reforma da Previdência que equalize minimamente os gastos, cresceremos 4%. Caso aprove uma reforma tributária / administrativa a previsão do crescimento pode ser ainda maior. Parece um otimismo exagerado do ex-ministro, mas eu concordo que as previsões são bem factíveis.

Vale ressaltar que tem um importante ponto, que não depende deste ou de qualquer governo, que pode inviabilizar este crescimento: cenário internacional. O cenário econômico internacional tem preocupado com oscilações dos mercados de bolsa de valores causados em partes pela guerra comercial com a China. Os EUA sustentam níveis de crescimento há um bom tempo, este ciclo parece estar muito mais perto do fim do que do início, sendo assim as quedas no mercado americano podem se acentuar provocando reflexos na nossa economia.

Caso essa recessão americana não ocorrer ou não chegar nos próximos dois anos, somos candidatos a presenciar um momento de forte crescimento com sustentabilidade, baseado, claro, nas reformas já citadas. 

(*) Economista, pós-graduado em consultoria empresarial, palestrante e professor universitário
 

 

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