Obesidade: grande inimiga do Outubro Rosa

Opinião / 14/10/2020 - 08h59

Por Tarcimara Moreira da Silva (*)

É impossível não associar a cor rosa a outubro. Mundialmente conhecido e difundido, o Outubro Rosa alerta a sociedade para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama e, recentemente incluído, também o câncer de colo de útero. As campanhas coloridas de saúde têm sido fundamentais para mobilizar entidades públicas e privadas a conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do cuidado relacionado a doenças que acometem boa parte da sociedade.

Neste ano, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) lança o movimento “Quanto antes melhor: todos contra o câncer de mama”. O objetivo é mostrar os benefícios de um estilo de vida saudável, por meio da prática de atividades físicas e de uma alimentação equilibrada, evitando inúmeras doenças, como o câncer de mama no caso das mulheres.

Compromissada com a causa, a Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (AOPMBM), sob a liderança do Coronel Ailton Cirilo, tem apoiado e organizado eventos relacionados ao Outubro Rosa. Um exemplo foi a live realizada no início do mês em parceria com a SBM Regional Minas Gerais e o Hospital Mater Dei, que contou com a presença de médicos para explicar os principais cuidados contra o câncer de mama, sintomas mais característicos e fatores de risco.

As recomendações são pertinentes: a Agência Internacional de Pesquisas em Câncer estima que cerca de 25% dos tumores de mama ao redor do mundo sejam decorrentes de obesidade e sedentarismo, dois fatores frequentemente coexistentes e indissociáveis. O resultado da pesquisa Vigitel (Vigilancia de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), vinculado ao Ministério da Saúde, revela que, desde o início do monitoramento em 2006, o aumento da obesidade saltou de 11,8% para 20,3% em 2019. Em contrapartida, resultados preliminares de diversos estudos epidemiológicos sugerem que a atividade física reduz o risco de câncer, bem como a mudança de hábitos alimentares e estilo de vida.

Senão vejamos: a recomendação geral entre os órgãos de saúde é a prática regular e moderada de atividades físicas por cerca de 30 minutos diários ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Abandonar o sedentarismo é fundamental para controlar a gordura corporal, tornando a pessoa mais ativa no cotidiano e aumentando sua qualidade de vida. Vale lembrar que aliar a caminhada, corrida ou até mesmo o ato de pedalar diariamente a exercícios de força moderada – musculação por exemplo – potencializa mais ainda os benefícios para o corpo e a mente.

A alimentação saudável também é fundamental para a prevenção do câncer de mama e de colo de útero, bem como de outras doenças. A dieta equilibrada inclui a ingestão de frutas, verduras e legumes, a adoção de alimentos de baixa calorias e a limitação e/ou restrição aos alimentos processados e ultraprocessados.

Não há exercício físico ou alimentação específicos para prevenir ou curar o câncer de mama ou qualquer outra doença. Contudo, a combinação correta de determinadas recomendações é essencial para promover e preservar a saúde, evitando o surgimento de doenças crônicas. É dever do Estado garantir e promover o direito e o acesso à saúde mas, também, cabe à sociedade adotar hábitos saudáveis de vida proporcionando ganhos físicos e psicológicos e, assim, contribuindo para o avanço do país em sua totalidade. 

(*) Coronel PM , médica e chefe do Departamento de Saúde da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (AOPMBM)

 

 

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