Os cinco maiores arrependimentos da vida

Opinião / 04/12/2018 - 07h00

Mauro Condé*

Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento, usando como meio de transporte excelentes livros sobre autoconhecimento.

Eles me levaram para a Austrália, onde fui recebido por Broonie Ware, autora do livro "Antes de Partir..."

Fui logo pedindo para ela:

Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.

A resposta dela mexeu muito comigo e encheu meus olhos de água:

A morte nos ensina a viver – não se arrependa, não desperdice o tempo de sua vida hoje fazendo escolhas que certamente você não faria se no futuro tivesse uma outra chance.

Faça por merecer cada segundo em que está vivo e faça algo simples, mas significativo para ser lembrado.

Ela me revelou os cinco maiores arrependimentos das pessoas ao final da vida:

1-Elas gostariam de ter tido coragem de viver uma vida mais fiel a si mesmas e não vivido tanto a vida que as outras pessoas queriam que elas vivessem, como fizeram.

2-Elas não gostariam de ter trabalhado tanto, principalmente aquelas que passaram infelizes a vida inteira correndo atrás de um trabalho que não gostavam e sem sentido em troca de pouco dinheiro.

3-Elas gostariam de ter tido coragem de expressar mais os seus sentimentos.

Ao perceberem a chegada da morte, essas pessoas se tornaram mais doces, leves e principalmente mais verdadeiras, deixando cair todas as máscaras que seguraram a vida toda. Passaram a dizer mais eu te amo, me perdoe e eu te perdoo para as pessoas que mais importavam.

4-Elas gostariam de ter mantido mais contato com seus verdadeiros amigos.

Muitas não tiveram histórias felizes o tempo todo com suas famílias e até por causa disso se afastaram dos amigos que poderiam ter lhes preenchido o vazio deixado pela solidão da vida.

5-Elas gostariam de ter se deixado serem mais felizes.

Elas se revelaram arrependidas com muitas escolhas que fizeram ao longo da vida, principalmente aquelas em que tiveram que abrir mão de suas próprias felicidades.

Em comum, todas elas disseram que a maior dor que sentiram no final de suas vidas foi a de perceber tarde demais que tiveram a oportunidade de fazer diferente e não fizeram quando podiam.

Portanto não viva esperando, pelas seis horas da tarde de cada dia, pela sexta-feira de cada semana, pelas férias de cada ano e nem pela aposentadoria de uma vida inteira, para começar a viver.

Faça da lembrança que estará morto em breve a maior alavanca para fazer grandes escolhas em sua vida.

(*)Palestrante, consultor e fundador do Blog do Maluco

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