Que tal a dica de um bom filme para relaxar?

Opinião / 16/10/2021 - 06h00

Mauro Condé*

“Todos nós podemos ter vindo de navios diferentes, mas estamos aqui e agora juntos no mesmo barco” Martin Luther King

Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento, usando como meio de transporte excelentes filmes disponíveis no Streaming da Amazon.

Eles me levaram para um estúdio de cinema nos Estados Unidos, onde fui recebido por Lee Isaac Chung, a quem fui logo pedindo:

Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.

-Não tenha medo de se permitir ser mais feliz e aproveite mais a vida do seu jeito e não do jeito que os outros desejam para você.

Chung é o diretor e roteirista do filme Minari, que teve seis indicações ao último Oscar, incluindo melhor filme.

Minari conta a saga de uma família de imigrantes coreanos que se muda da Califórnia para o interior do Arkansas, num lugar bem próximo ao meio do nada.

Um dia, Jacob surpreende sua família, a coloca dentro do carro com mala e tudo e a leva para conhecer sua nova casa, toda de madeira construída num velho trailer abandonado sobre rodas.

Teimoso e sonhador, ele troca todas as suas economias e mais algumas dívidas por alguns poucos hectares de terra onde sonha construir uma fazenda no futuro.

Porém sua ousadia gera mais protestos do que agrados por parte de Mônica, sua esposa, de David, seu filho de sete anos portador de uma doença cardíaca séria e de Anne, sua filha pré-adolescente.

Os conflitos se intensificam a ponto de ameaçar o sonho americano de Jacob até que ele cede, e aceita trazer da Coreia a sua sogra para morar com eles naquele fim de mundo.

Criadas ao estilo americano de viver, as crianças rejeitam os hábitos da avó que, segundo elas, não tem cara de avó de verdade, não sabe fazer biscoitos, arrota, solta pum, bebe, gosta de jogos de cartas e fala palavrões o tempo todo.

Uma avó tão maluca que a interpretação de Yuh-Jung Youn como a avó do filme lhe rendeu o Oscar de melhor atriz.

Não se assuste com o começo de Minari, num ritmo lento e pacato, pois o filme cresce em intensidade à medida que a história literalmente pega fogo, até nos surpreender com um final arrebatador.

“Um filme que vai partir seu coração em pedaços, para depois remontá-lo e deixá-lo mais forte do que antes”. É assim que o The Boston Globe descreve Minari, um filme onde a grandeza mora nos detalhes.

Imperdível.

*Consultor, Palestrante e Fundador do Blog do Maluco

 

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