Receita de bolo para o seu time ser campeão

Opinião / 06/02/2021 - 06h00

Mauro Condé* 
 

“Um time sempre obtém melhores resultados do que um simples amontoado de pessoas” - Ross Perot
Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento, usando como meio de transporte excelentes livros sobre Gestão do Futebol.

Eles me levaram para Manchester, na Inglaterra onde fui recebido por Ferran Soriano, a quem fui logo pedindo:

Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.

Tenha princípios e valores e siga-os com afinco.

Soriano me contou em um livro a sua impressionante história de sucesso na direção de times incrivelmente vencedores como o Barcelona e o Manchester City.

Ele começa relembrando o conselho do seu antecessor no Barcelona em 2003: “Não me venha com ideias novas de gestão, pois o futebol é fruto de pura sorte, se a bola entra, é só sucesso, se a bola não entra, é puro desastre.
Pois Soriano inovou, foi ousado e atrevido e com uma das experiências mais bem sucedidas na gestão de um clube de futebol, decidiu escrever o livro “A Bola Não Entra Por Acaso”.

Considero sua obra uma receita de bolo para transformar qualquer time em campeão, na qual ele recomenda que um time de futebol:

Seja gerido como uma empresa, como uma startup com grande potencial de crescimento.

Contrate grandes especialistas em gestão de empresas e nunca ex-jogadores para cargos de direção do clube, pois excelentes jogadores geralmente se tornam maus gestores.

Tenha um plano de negócio vencedor com capacidade de atrair grandes investidores para alavancar o clube.
Traga o melhor técnico do momento (nível de seleção para ganhar a série A, nível de série A para ganhar a série B).
Recrute, selecione e contrate os melhores jogadores do mercado, pois geralmente é um time formado com os melhores talentos que ganha todos os campeonatos.

Que o técnico atue como um grande maestro ou diretor de cinema, que com o melhor roteiro e o melhor elenco na mão, levante a claquete e grite: “luz, câmera, ação!” e tire a mão.

Que o gestor cuide do equilíbrio do time em todos os aspectos, financeiro, organizacional, funcional e emocional e desenvolva uma missão e defina uma visão e valores que inspirem.

Que o gestor tenha coragem e ousadia para fazer mudanças radicais quando o time não for bem, sem medo de criar o caos e virar a mesa para criar uma nova ordem.

E que nunca se perca a gana de ganhar.

*Palestrante, consultor e fundador do Blog do Maluco

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