Reflexões do Dia da Extensão Rural

Opinião / 07/12/2016 - 06h00

Zé Silva (*)

Cumprimento fraternalmente os colegas extensionistas, de Minas e do Brasil, pelo Dia da Extensão Rural, comemorado nessa terça-feira, e pelos 68 anos de criação da Emater-MG, pioneira desses serviços e modelo inicial para as demais entidades de assistência técnica e extensão rural (Ater). Presente hoje em todos os Estados e em 96% dos municípios brasileiros, os serviços da extensão rural são uma ferramenta indispensável para o nosso desenvolvimento. 

Indispensável porque atuam num setor fundamental para a macroeconomia, que é a agricultura familiar e toda a cadeia de serviços e d e oportunidades de negócios que são gerados pelas suas atividades. Ainda nesse campo da macroeconomia, os serviços da extensão contribuíram para reduzir a pobreza multidimensional crônica no meio rural de 28,6% da população, em 2002, para 4,9% em 2013, impactando positivamente nos níveis de consumo e na inclusão social. 
Também devido às políticas de credito direcionadas para a agricultura familiar, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário, em maio deste ano, circulavam em nossa economia R$ 65 bilhões, resultado de três milhões de contratos feitos pelos agricultores familiares. Cerca de 80% dos produtores rurais brasileiros são desse setor. 

Essas são apenas algumas informações que mostram a importância e a necessidade de fortalecimento da extensão rural. E isso porque, efetivamente, aumentam cada vez mais os desafios e demandas de soluções em áreas como segurança alimentar, produção de alimentos e preservação ambiental, redução de pobreza e desigualdades sociais, geração de renda e trabalho e empreendedorismo. 

Nesse sentido, tivemos a oportunidade de iniciar movimento nacional ainda em 2005, e em 2011, já na Câmara dos Deputados, aprovar a proposta de criação da Agência Nacional de Ater (Anater), conquista que certamente vai estar na base para esse fortalecimento das Emateres. Sua consolidação vai garantir uma gestão racional e desburocratizada dos recursos e demais processos. 

Este é um momento de inflexão histórico, de consolidação da sustentabilidade empresarial para alcançar mais eficiência e mais e melhores resultados para a agricultura familiar e toda a sociedade. 

(*) Agrônomo, extensionista rural, deputado federal pelo Solidariedade/MG 

 

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