Reputação é o que falam de você na sua ausência

Opinião / 10/10/2020 - 06h00

*Mauro Condé

Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento, usando como meio de transporte excelentes livros sobre mentes brilhantes.

Eles me levaram para San Remo, na Itália no ano de 1896, onde fui recebido por Alfred Nobel, o sueco que criou o prêmio mais cobiçado do mundo, a quem fui logo pedindo:

Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.

-Nunca deixe outra pessoa dizer quem você é!

-A reputação é a página mais importante do livro da sua vida. Não deixe que ela seja amassada, rasgada ou riscada. Mesmo que se vire a página, ela será sempre lembrada.

Alfred Nobel é um dos maiores exemplos de melhoria de reputação pessoal que eu conheço na vida.

Um dia, aos 55 anos de idade, ele abriu o jornal e viu na primeira página a notícia de que ele tinha morrido no dia anterior.

Na capa do jornal ele viu a sua foto em destaque ao lado do seguinte título: “Morreu o Rei da Dinamite, o maior mercador da morte”.

É que o repórter do jornal cometeu um equívoco ao expor seu nome, sua foto e sua fama no lugar do nome do seu irmão, que de fato tinha morrido um dia antes.

Nobel pensou então que era hora de repensar a sua vida e mudar a sua reputação para sempre e passou a imaginar pelo que queria ser realmente lembrado.

Poucos anos depois de nascer em uma rica família da Suécia, Nobel viu seu pai e os negócios dele irem à falência total.

Tiveram que se reinventar do zero e já adulto, ele desenvolveu o gosto pela química e ficou fascinado com o invento de um amigo também químico, a nitroglicerina.

Vendo a incapacidade do amigo de imaginar uma utilidade prática para a nitroglicerina, Nobel trabalhou para acrescentar a ela uma substância inerte, na forma de um bastão seguramente manipulável capaz de revolucionar a explosão de minas, a construção de estradas e até a sorte da guerra.

Tinha acabado de inventar a dinamite, uma ideia que o deixou bilionário ao mesmo tempo que deu a ele um rótulo altamente negativo, por causa da quantidade de mortes que ele provocou por explosões involuntárias e pelo seu uso na guerra.

Antes de morrer, solteiro e sem filhos, Nobel deixou um testamento exigindo que sua fortuna fosse usada para criar uma fundação que fosse capaz de perpetuar a entrega de um prêmio anual às mentes mais brilhantes cujas ideias tornassem o mundo melhor em suas épocas.

Assim surgiu o Prêmio Nobel. 

]*Palestrante, Consultor e Fundador do Blog do Maluco.
 

 

 

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