Self-Service Business Intelligence

Opinião / 06/06/2019 - 06h00

Rodrigo Vitorino Moravia 

O momento atual tem apresentado um cenário onde as ferramentas de Self-Service BI (SSBI), como Power BI, Tableau, Qlik Sense, MicroStrategy, dentre outras, são colocadas como a solução dos maiores problemas organizacionais. Algumas delas se propõem a resolver muitas das principais questões de negócios com bastante simplicidade e rapidez. E não se pode negar que realmente essas ferramentas trazem algo positivo. Vem da vontade dos usuários alcançar resultados rápidos, simples e visualmente agradáveis neste cenário tão competitivo, sem precisar do auxílio da TI.

Dois fatores neste novo cenário têm me causado preocupação: a ausência da governança sobre os dados e a falta de se contar a história contida por trás dos dados.

É necessário conscientizar as empresas da necessidade e importância dessa governança nas organizações e não institucionalizar qualquer informação que se obteve de fontes externas nada confiáveis (que podem ser até mesmo “Cavalo de Tróia”), que facilmente são cruzadas com os dados da organização e achar que ao se utilizar as ferramentas de SSBI encontramos respostas para quase tudo. 

E como as empresas de consultoria sempre inventam novos nomes para velhas coisas que já fazemos há algum tempo, hoje tem se falado muito no conceito de Data Storytelling, que nada mais é do que contar para o público que consumirá os Dashboards (que foram e estão sendo desenvolvidos) o que aqueles dados querem dizer. O que tenho visto de Dashboards bonitos, cheios de “firulas”, mas que na verdade não explicam nada e causam mais dúvidas, é algo impressionante.

Com o surgimento das ferramentas de SSBI, então, ficou ainda mais nítido, pois a grande quantidade de visualizações e interações que essas ferramentas apresentam é realmente muito tentador. Beleza não é tudo! Muitos gráficos são apresentados sem qualquer tipo de critério e, para maioria dos usuários, gráficos que remetem a comidas (pizza e rosca) são a solução para tudo. 

Existem sugestões que tornam a construção dos Dashboards mais simples e que vão transmitir a correta mensagem, mas nunca se esquecendo que o mais importante é que o dado esteja correto: crie título; comece com os principais indicadores em destaque; depois, de forma mais agregada, comece explicando como esses dados estão sendo divididos e, posteriormente, sempre seguindo o movimento da leitura da esquerda para a direita, procure explicar em um nível mais detalhado, utilizando mapas e gráficos adequados; aplique as cores corretas e que correspondem aos dados apresentados para não criar uma ilusão de ótica.

Especialista em Gestão da Informação e professor dos cursos de Sistemas de Informação, Sistemas para Internet e Redes das Faculdades Promove e Kennedy

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