Um mês decisivo

Opinião / 09/04/2019 - 06h00

Aristóteles Drummond*

Este mês marca datas importantes na história contemporânea brasileira e mundial. Muito mais do que o agosto que ficou famoso pelo atentado da Tonelero, suicídio de Vargas, renúncia de Jânio.

Militares do Exército e diplomatas comemoram seus dias, 19 e 20, respectivamente. O 21 é rico em acontecimentos, desde o enforcamento de Tiradentes, Patrono Cívico da Nação, à inauguração de Brasília por JK e a morte de Tancredo Neves. O 22 marca a descoberta do Brasil e o aniversário do estadista paulista Adhemar de Barros, fundador de “O Dia” e do Grupo Bandeirantes de comunicação, o primeiro a realizar de grandes obras no Brasil nos tres mandatos de governador de São Paulo e um de prefeito da capital. No 28 de abril, praticamente, terminou a II Guerra Mundial na Itália, com o assassinato de Mussolini e o cessar fogo na região em que estavam nossos bravos pracinhas.

E, neste momento crucial que o Brasil vive, os emblemáticos 100 dias do governo Bolsonaro e o andar das propostas de reformas, sem as quais o país verá sua crise econômica e social agravadas, com naturais reflexos institucionais. Não há como prever o que pode acontecer se uma crise monumental se abater sobre nós, com total descontrole nas contas públicas. 

Temos, aí, a Semana Santa pela frente, para uma pausa para meditação. Temos de aprovar as reformas, pois o Brasil está acima de todos, gostem ou não do governo. Sabotar, como já estão fazendo, as reformas não é abalar o governo, mas o país que é de nós todos. É preciso realismo e patriotismo. E muita autoridade e competência do governo para manter a população informada. Infelizmente, tem muita gente que não percebe ou não quer perceber que a missão dos atuais governantes é imensa. Por tal temos uma equipe de altos dirigentes recrutados, majoritariamente, entre quadros de excelência do setor militar e privado. 


Ignorar essa realidade foge ao bom senso. O tempo anda, os números se agravam, o sofrimento dos menos favorecidos está chegando ao limite. E as condições para uma retomada do crescimento, sem o que não haverá empregos nem investimentos urgentes, podem ser ainda mais difíceis. É isso aí! 

(*) Escritor e jornalista
 

 

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