Um museu para todo mundo

Opinião / 11/12/2018 - 07h00

Sergio Rodrigo Reis*


A experiência de propor um espaço de reflexão, educação e cultura que pudesse ser para todos levou o Museu de Congonhas a experimentar um dos momentos mais enriquecedoras na breve história de três anos. Com uma série de ações e atividades desenvolvidas ao longo dos últimos meses, com a intenção de atingir um público que até então não acessava o conteúdo e os programas desenvolvidos, a instituição saiu da zona de conforto e se lançou rumo ao desconhecido. O resultado é enriquecedor.

Com o programa Maleta Futura, realizado em parceria com o Canal Futura, 200 jovens em vulnerabilidade social participam de atividades dentro de seu contexto. A reflexão sobre diversidade, pertencimento e interatividade é foco da ampla agenda de atividades. A partir do tema, o museu convidou turistas, visitantes, crianças, jovens, idosos, beneficiários de programas sociais, associações comunitárias, trabalhadores e toda a comunidade para visitar e revisitar o espaço participando das atividades. 


A partir do programa educativo que esteve na base de toda agenda de atividades, foram desenvolvidas estratégias para propor diálogos para além do convencional. A estratégia deu certo suscitando debates sobre a ocupação de democratização da atividade cultural.

A partir da sede do Museu de Congonhas, as ações foram expandidas para o entorno. Seja no sítio histórico “Patrimônio Cultural Mundial”, onde está inserido, seja em distritos próximos onde a comunidade estudantil pôde experimentar estratégias de mediação com o museu, com o patrimônio e a memória. Ações como o programa de “Mídia Educação do Museu de Congonhas” envolveu estudantes para a temática utilizando recursos de alta tecnologia para mediação.

Outra ação que mereceu destaque é a campanha colaborativa Museu para Todos. Durante o ano foi desenvolvida uma ação colaborativa que construiu, a partir das caligrafias dos usuários da instituição, a logomarca que norteou as peças gráficas criadas e desenvolvidas no decorrer do projeto. Ao lado das letras de personalidades famosas que possuem vida e obra retratadas no museu, estiveram as de anônimos, aplicadas em cores retiradas da paleta presente nas obras que Aleijadinho deixou no Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas.

*Presidente do Museu de Congonhas
 

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Comentários