Um sinal pode ser câncer de pele

Opinião / 11/12/2019 - 06h00

Marcela Condé

Você sabia que um simples sinal pode ser indício de um câncer de pele? A campanha Dezembro Laranja, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, tem como objetivo principal neste ano alertar para a importância do diagnóstico precoce e prevenção do câncer de pele. Afinal, é importante lembrar que, quando descoberta no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.

A exposição ao sol é o principal fator de risco para a doença, que surge a partir do crescimento anormal das células que compõem a pele. Os tipos mais comuns são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, também conhecidos como câncer não melanoma. Quando eles são diagnosticados e tratados precocemente, a chance de cura é bem alta. Já o terceiro tipo, o melanoma, é o mais agressivo e potencialmente letal, ainda que não seja tão frequente.

Vale lembrar que qualquer pessoa pode desenvolver o câncer de pele, apesar de a doença ser mais comum entre pessoas de pele muito clara e com maior sensibilidade ao sol, e ainda em pacientes portadores do vitiligo. Isso ocorre porque a melanina – predominante em peles morenas e negras – bloqueia os raios ultravioletas. No entanto, negros também podem desenvolver a doença, inclusive, em sua forma mais rara e grave, o melanoma lentiginoso acral. Esse tipo se manifesta nas palmas das mãos e plantas dos pés, de forma agressiva e com um rápido crescimento.

O tema escolhido para permear a campanha de 2019 é “Um sinal pode ser câncer de pele” e não poderia ser outro. É um alerta para que a população procure pela avaliação profissional em caso de surgimento de qualquer mancha suspeita no corpo. O câncer de pele pode se manifestar por meio de uma pinta ou mancha, geralmente, acastanhada ou enegrecida, como um nódulo avermelhado, brilhoso, ou em uma ferida que não cicatriza.

Recomendo evitar horários de maior incidência solar, usar chapéus, óculos de sol com proteção UV, roupas que cubram boa parte do corpo e manter-se hidratado. Também é importante o uso diário do protetor solar, que deve ser reaplicado a cada duas a três horas ou após imersão na água.

Dermatologista 

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