Vá para sua zona de desconforto

Opinião / 18/07/2020 - 06h00

Mauro Condé*

“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo” - Raul Seixas.

Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento, usando como meio de transporte excelentes livros sobre Filosofia.
Eles me levaram para dentro da Universidade de Varsóvia, na Polônia de 2016, onde fui recebido pelo famoso filósofo Zygmunt Bauman, a quem fui logo pedindo:

Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.
Sempre que sentir medo, vá para a sua zona de desconforto.

Lá descubra que apesar de sonhar com o mundo ideal, vivemos no mundo real, diferente do mundo que idealizamos, mas o único disponível e do qual não escapamos.

Procure fazer a sua própria história, a partir das condições que você tiver em mãos.

Não espere pelas condições ideais e aja com muita coragem e determinação.

Bauman fez uma analogia com o exemplo da borboleta, o qual usei para construir essa mensagem.
Sempre que se sentir preso dentro de um enorme e complicado problema, pense na borboleta.

A borboleta começa sua vida como uma lagarta que se autodestrói para se transformar num ser mais leve e vivo.

A lagarta é a versão jovem da borboleta e nesse período ela come muito, acumula energia e massa física para iniciar seu processo de metamorfose.

Ela o começa perdendo tudo o que acumulou para ganhar leveza, duas asas e uma nova missão na vida – se reproduzir para criar um novo futuro.

A borboleta é a lagarta na maturidade, mais ágil, mais leve, mais experiente e livre de todo o peso que carregou na vida.
Pense na borboleta e tal como ela, aprenda a atravessar as paredes de todo e qualquer problema e dificuldade, com a certeza de que sairá do outro lado batendo asas em busca de um mundo melhor.

Acostume-se a superar perdas necessárias ao longo do caminho da vida e aprenda a enxergar sempre mais adiante, daqui para frente.

A pandemia chegou de surpresa, gerou momentos de destruição, de ameaças e de crises tanto na saúde como na economia, com todos os seus desequilíbrios sociais e ambientais.

Faça como a borboleta – não encare a pandemia como um sinal de fim do mundo.

Encare-a como uma lagarta prestes a passar por suas dores para amadurecer durante seu processo de metamorfose, sua transformação para construir um mundo melhor.

A crise vai passar, esteja preparado para sair dela melhor do que entrou.

Afinal, sorte ou azar, não diga ainda, influencie o que vem depois.

*Palestrante, Consultor e Fundador do Blog do Maluco.

 

 

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