Aplicativos representam quase a metade dos depósitos de registro de software no Brasil

Tempo de Inovação / 17/09/2021 - 06h00

Os aplicativos (apps) foram o tipo de programação mais citados nos certificados de registro de software, segundo o Insight Report de setembro da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, que traz os indicadores de depósitos de registros de softwares (programas de computador) no Brasil a partir de dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

No total, foram cerca de 1.350 requisições, representando 44% do total de pedidos de depósitos, enquanto softwares de “planejamento” tiveram 5,2%, “controle”, 4,5%, e “automação”, 4,4%. Alguns fatores justificam o grande número de pedidos de registro de aplicativos. Com o advento dos smartphones e a facilidade de acesso à internet móvel, tornou-se extremamente lucrativo o investimento em app que, diferente de softwares mais “pesados” e complexos, funcionam com utilidades pontuais e atraem o interesse dos usuários.

O Insight Report de setembro também aborda outros dados sobre o panorama de desenvolvimento de softwares no Brasil, com o objetivo de traçar estratégias que possam auxiliar seus filiados em relação ao mercado de tecnologia nacional.

Os dados vêm de duas bases do INPI: “Estatísticas Preliminares” dos pedidos de registro de software do Sistema de Protocolo Automatizado Geral (PAG) do INPI e publicações de concessão de registros de software da Revista de Propriedade Intelectual do INPI, edição de 2021.

O número de depósitos de registro de software no INPI foi de 3.049 pedidos, com 75% sendo feitos por pessoas jurídicas (45% por empresas e 43% por Instituições de Ensino e Pesquisa). São Paulo foi o estado com mais pedidos de registro (25%), seguido por Minas Gerais (12%), Paraná (9%) e Rio de Janeiro (8%). A cidade de São Paulo também foi a primeira no ranking, com 368 solicitações.

Curitiba ocupou a segunda colocação, com 192 solicitações. Entre 2009 e 2017, a capital paranaense manteve-se na quarta posição. E, a partir de 2018, superou as cidades do Rio de Janeiro e Campinas. Muito disso se deve à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) que há anos se coloca como um dos polos de desenvolvimento de tecnologia no Brasil. Foram 99 depósitos, em 2018, e 101, em 2019.

 

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