Ernane Alves faz conexão entre moda, arte e rua

Vida de Lady / 24/06/2015 - 18h00
Sem Frescura
Com uma câmera na mão, ou melhor uma polaroide, e o desejo latente de aproximar arte e moda de rua, o ator, cineasta e artista plástico Ernane Alves abre, no dia 3 de julho, “A moda, a arte, a rua”, exposição no qual é curador e apresenta sua habilidade de fotógrafo. A mostra, que ocupa os dois andares do Centro de Referência da Moda, ficará em cartaz até o dia 19 de julho. Com entrada gratuita, a exposição integra eventos paralelos. Um dia antes do encerramento, no sábado, às 19 horas, após o Noturno nos Museus, será lançado o curta-metragem de documentário “A onda da Street Art”, de Alves, numa sessão comentada com o artista plástico Rogério Fernandes, a professora de moda Carol Bicalho e o grafiteiro Leandro Arieth. 
 
“Há alguns anos assumi o meu gosto pela moda e me rendi ao pensamento de que moldes, cortes, tecidos e estampas são de fato arte”, diz o curador, que se intitula eclético, mas já gostou muito do estilo grunge, herança do Nirvana, grupo do qual é fã. 
 
Admirador da roupa feita sob medida pelo amigo e estilista Rodrigo Fraga e também da marca jovem Ancestral, do empresário Rodrigo Ribeiro, Ernane confessa que não fez pesquisa para se lançar na empreitada. 
 
Na exposição, parte do acervo da Ancestral e a nova coleção da marca serão mostradas com estampas desenvolvidas por tatuadores e em peças exclusivas produzidas para o happening. A conexão entre a moda, a arte e a rua inspirou Ernane a enxergar nesse mecanismo maneiras diferentes de aproximar talentos artísticos.
 
Com cinco metros de extensão, o painel “Urban Code” vai mostrar a capital mineira de uma maneira intimista e um tanto singular por meio de fotos em preto e branco. Ernane apostou na manipulação de imagens intituladas “Big Me”, onde ruas, prédios e monumentos da cidade ganharam proporções menores em relação às pessoas. Nas imagens, total de 20 fotos, Ernane Alves congelou o estilo de anônimos, dele próprio e da cantora Kícila Sá (que o acompanha na foto acima). 
 
A instalação Sell the kids for food discute o modo de consumo atual, um reflexo do que nos tornamos diante das adaptações. Em fashion-movie Urban Code People, uma alusão crítica ao comportamento individual e de autopromoção de nós mesmos. Representando a Street Art, os artistas Nilo Zack e Ataíde Miranda vão mostrar, na noite de lançamento, pinturas produzidas diretamente em painéis. Nomes como o artista plástico Fernando Pacheco, o estilista Rodrigo Fraga e a escritora e publicitária Cris Guerra vão abrir o painel “aspas” da mostra.
 
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