Até que enfim um gol!

Álvaro Damião / 13/08/2019 - 07h00

A última rodada foi de quebrar jejuns. No Atlético, Ricardo Oliveira desencantou.  Depois de 15 jogos sem marcar gol, o pastor balançou a rede na partida contra o Fluminense no último sábado, no Independência. Ótimo para o jogador e para a torcida. O camisa 9 volta a ter confiança para finalizar. A torcida se sente mais segura com um jogador tão importante.

É claro que um jejum de 107 dias sem marcar gol incomoda o jogador. Não tenho a menor dúvida disso. A torcida, ainda que brava em alguns momentos, sempre confiou no Pastor. Afinal, ao todo são mais de 700 jogos com quase 400 gols na carreira. Uma hora o gol ia acontecer. De qualquer jeito.

No Cruzeiro, a última partida também foi de quebra de jejum. Até que enfim o gol saiu! Foram oito jogos sem comemorar ao menos uma bola na rede adversária. Acabou a pior sequência da história do Cruzeiro.

Pedro Rocha e Sassá marcaram os gols que fizeram o torcedor celeste soltar o grito depois de mais de 800 minutos. O último gol da raposa tinha sido no dia 11 de julho, na vitória por 3 a 0 diante do Atlético, no jogo de ida pelas quartas de final da Copa do Brasil.

Outro ponto positivo é que Cruzeiro não foi derrotado! Mesmo que o empate não seja o melhor dos resultados, o ponto conquistado diante do Avaí no último domingo trouxe mais confiança para o elenco, diretoria e torcida.

E por falar em Cruzeiro, o time celeste está de treinador novo.  Rogério Ceni, o “carrasco” da Raposa, agora irá vestir as cinco estrelas. Não era o nome mais cotado e desejado pela torcida. Pelas redes sociais, pela experiência, muitos desejavam Dorival Junior. Entendo o lado do torcedor celeste. Com uma situação extremamente delicada no Campeonato Brasileiro, o que se esperava era a chegada de alguém mais “vivido” como técnico e que tenha gestão de grupo.

 Afinal, o Cruzeiro precisa colocar a casa em ordem. Por outro lado, acho que a diretoria escolheu bem o nome de Ceni. Não é um treinador com muita experiência profissional, mas são indiscutíveis seu conhecimento e qualidade. No Fortaleza, foram 94 jogos oficiais, com 51 vitórias, 18 empates e 25 derrotas. Ou seja: um aproveitamento de 60,63%. Os números mostram que Ceni desenvolve um trabalho sério e comprometido por onde passa.

Rogério fez história no Leão e saiu com a consciência limpa. Ele revolucionou o tricolor cearense, mudou a mentalidade do clube.

Ceni chegou para fazer a diferença na Toca da Raposa. Que assim seja! Só posso lhe desejar boa sorte e sabedoria! E ao torcedor cruzeirense, deixo um recado: o futuro do Cruzeiro não está apenas nas mãos de Ceni. A responsabilidade é de todos!

Tamo junto e até a próxima!

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