Clássico é clássico e vice-versa

Álvaro Damião / 16/04/2019 - 07h00

Entra clássico, sai clássico, e a história é a mesma: polêmica envolvendo a arbitragem.  Com VAR ou sem VAR. Em um dia é o Cruzeiro, no outro, o Atlético, e assim vamos construindo (ou desconstruindo) a história dos clássicos em Minas Gerais.

No último domingo, na primeira partida da final do Campeonato Mineiro, o Atlético reclamou muito – e com razão – da arbitragem. Primeiro no lance do segundo gol do Cruzeiro: o bandeira, em vez de marcar o tiro de meta, deu escanteio, jogada que originou o gol do zagueiro Léo. O segundo lance foi o pênalti claro feito por Dedé em Igor Rabello. O árbitro Wagner do Nascimento não solicitou o uso do VAR e encerrou a partida, deixando de marcar pênalti a favor do Atlético.

Da mesma forma, o Cruzeiro também foi prejudicado. O técnico Mano Menezes reclamou – com razão – do erro de interpretação da anulação do gol do Fred. A bola bate no braço do camisa 9, mas ele não tinha intenção de desviar a bola pro gol com o braço.

O torcedor alvinegro, movido pela sua paixão, esbraveja, cobra, reclama da arbitragem. É válido, afinal, é clássico, é final e é a visão de um torcedor.

O que não podemos é achar que só o Atlético é prejudicado. Isso não dá pra falar.

No mais, o campeonato está em aberto! O resultado de 2 a 1 para o Cruzeiro dá ao time azul a vantagem do empate no segundo jogo, e vale lembrar que, no ano passado, a Raposa havia perdido o primeiro jogo por dois gols de diferença e conseguiu inverter a vantagem do Galo ao vencer o segundo jogo por 2 a 0, garantindo o título. Da mesma forma, não há nada perdido para o Atlético. Mesmo tendo sofrido a derrota no último domingo (14), basta vencer por qualquer placar para o título do Mineiro ficar na sede de Lourdes.

E como diz o ditado: clássico é clássico e vice e versa. Não há favorito. É claro que a maioria apostava mais no futebol do Cruzeiro do que no Atlético, afinal, o time está invicto em 2019, classificado para a Libertadores e muito bem treinado. Situação completamente diferente da do Atlético, que passa por um momento de crise, fazendo uma péssima campanha na Libertadores, sem treinador e com protestos por parte da torcida. Se havia um favorito para o primeiro jogo, para o segundo não há. O Galo mostrou que pode fazer melhor e terá a semana cheia de treinos para isso.

Agora é esperar o próximo jogo! Que venha sábado! Que venha a finalíssima!

Tamo junto e até a próxima!

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