Reservas no Mineiro sim!

Álvaro Damião / 19/02/2019 - 07h00

Todo ano os clubes vivem o mesmo dilema: jogar ou não jogar com time reserva no campeonato estadual? Esta não é uma dúvida só dos clubes mineiros, mas em todo o Brasil. Afinal, o calendário coincide com competições internacionais, como as Copas Libertadores e Sul-Americana.

O Atlético já deixou bem claro que no Estadual vai de time reserva! E o técnico Levir Culpi está certíssimo. O foco alvinegro precisa estar na Libertadores, já que um erro nessa competição pode ter um preço muito alto. Talvez este seja o momento dos reservas e até mesmo dos jogadores da base mostrarem serviço e qualidade para a torcida e comissão técnica!

Este é o momento de se revelar talentos da base e colocá-los no profissional.

Amanhã, o desafio do Galo é no Uruguai! Atlético e Defensor se enfrentam na partida de ida pela terceira fase da Libertadores. Esta é a última etapa antes da fase de grupos. Ou seja: é inadmissível errar! Quem errar fica fora!

O Atlético tem tudo para buscar a classificação em Montevidéu e respirar mais aliviado na partida de volta, mas para isso é preciso ter mais atenção! Os erros que aconteceram diante do Danubio não podem se repetir!

Por outro lado, no América, o conflito de tabela é com as partidas da Copa do Brasil. Já o Cruzeiro está um “pouco” mais tranquilo, tendo em vista que o time celeste só estreia na Libertadores no dia 7 de março. É lógico que a partir de agora as atenções começam a se voltar para a competição internacional, mas até então não havia necessidade de ter que escolher entre focar em um campeonato ou outro.

E por falar em América e Cruzeiro, a melhor parte do jogo foi durante a chuva que adiou o início da partida. Fora isso, foi um Deus nos acuda!

Aproveitando o gancho do clássico, o que vimos acontecer na final do Campeonato Carioca é apenas o reflexo da situação do Rio de Janeiro. É inadmissível, inaceitável e absurdo, uma final entre Vasco e Fluminense, no Maracanã, de portões fechados. O motivo? Vaidade de dirigentes.

Um esporte do povo, sem o povo. Pior, durante a partida, depois que toda a confusão já havia se instalado no lado de fora do estádio, a entrada da torcida foi autorizada. Ou seja: quem ainda estava na porta do estádio, participando de toda a baderna instalada, foi beneficiado com a entrada. O torcedor de bem, que se assustou e voltou para casa, ficou no prejuízo. Vai entender! Vai entender!

O futebol precisa voltar a priorizar o torcedor e não os anseios e vaidades de dirigentes! Aos poucos, esses cartolas estão matando o prazer de acompanhar a bola rolar.

Tamo junto e até a próxima!

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