Marcos Valério tem rotina de depoimentos na polícia

Amália Goulart / 15/07/2017 - 06h00

O publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza tem prestado depoimentos diários a policiais federais, na busca por um acordo de delação premiada. 

Na semana passada, anunciei aqui o primeiro depoimento dele, na última quinta-feira. Desde então, Valério tem cumprido a seguinte rotina: chega na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte pela manhã e sai à tarde, o que pode se inferir que ele tem muito, mais muito mesmo a dizer. 

Condenado no caso do Mensalão petista, Valério tenta a transferência para uma Apac. Hoje, ele está recluso na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH.

O publicitário atuou em vários governos, tendo contato com uma dezena de partidos. Teve influência no governo Lula (PT) e também manteve contrato publicitário em Minas, quando o governador era o hoje senador Aécio Neves (PSDB). Em certa ocasião, Valério disse ter informações até sobre a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. Os depoimentos de Valério são guardados a sete chaves. O processo está em segredo de Justiça.

Berlinda

O Domingo Espetacular, da TV Record, de amanhã, promete revelar um esquema de corrupção envolvendo empréstimos do BNDES a um grande grupo de comunicação. Os fatos foram revelados pelo ex-ministro Antonio Palocci (PT), conforme a emissora.

Buarque e o Mediterrâneo
[/INTER_COL]O senador Cristovam Buarque estará em Belo Horizonte na próxima terça-feira para lançar o livro “Mediterrâneos invisíveis”. O evento será às 16h no Café Literário - Universidade Federal de Minas Gerais. 
No livro, Buarque, que já governou o Distrito Federal entre 1995 a 1998 e está em seu segundo mandato de senador, faz um relato do que viu e ouviu ao reconstruir parte do caminho trilhado pelo pequeno Aylan Kurdi, o menino que sensibilizou o mundo ao ser encontrado sem vida em uma praia na Turquia, após tentar a travessia do Mediterrâneo. <EM>

Aécio tenta voltar

O senador Aécio Neves mandou um recado aos aliados em Minas: quer participar ativamente da construção da candidatura ao governo e não pretende perder terreno político. 

Mas há quem diga que, primeiro, o senador deve definir o próprio destino. 

As delações bombásticas dos executivos da JBS mancharam a imagem de Aécio, que já foi tido como a mais ascendente liderança mineira. 

Especulou-se que ele tentaria uma cadeira na Câmara Federal, no próximo ano. Porém, aliados dizem que Aécio deve arriscar e tentar a reeleição ao Senado. Se perder, ficará difícil se reerguer. 

 

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