Tucanos pressionam por apoio a Jair Bolsonaro

Amália Goulart / 11/10/2018 - 07h00
Depois de João Doria, que está no segundo turno pelo governo de São Paulo, foi a vez de o presidente estadual do PSDB em Minas, deputado federal Domingos Sávio, pressionar o comando nacional da legenda pelo apoio ao candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL).
 
Sávio informou ontem que foi para o Rio de Janeiro para encontrar Bolsonaro. Logo após o encontro, gravou um vídeo declarando apoio a ele. Ao lado do presidenciável, disse que, em Minas, colocaram o “PT e Dilma para correr”. O candidato ao Planalto completou: “O PT quer construir o Brasil, pergunta quem destruiu”. 
 
Domingos Sávio finaliza: “É Bolsonaro e Anastasia, é hora de mudar Minas”. 
 
O gesto ocorre no momento em que o candidato ao governo de Minas Romeu Zema (Novo) também anunciou ter procurado Bolsonaro para ter o apoio dele no Estado.</CW> 
Domingos Sávio é presidente o partido do adversário de Zema, o senador Antonio Anastasia (PSDB). 
 
Nos bastidores, se os tucanos declararem apoio a Bolsonaro, ele poderia ficar neutro no processo eleitoral em Minas, para não prejudicar Anastasia. 
 
O Novo de Zema já anunciou que não apoiará nem Haddad nem Bolsonaro. 
 
O PSDB vive uma crise interna por conta das eleições presidenciais e regionais. Na última reunião da legenda, anteontem, o candidato derrotado ao Planalto, Geraldo Alckmin, insinuou ser Doria um traidor. 
O ex-prefeito de São Paulo e candidato ao governo pressiona a legenda para escolher logo pelo liberal. 
 
Sem cargos, sem secretaria
 
Depois de demitir pelo Twitter o secretário de Governo, Paulo Lamac,o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, decidiu extinguir a Secretaria de Governo. Antes, ele havia exonerado mais de 100 servidores ligados a Lamac. A rusga entre os dois foi provocada por apoio nas eleições para deputado federal.
 
Confiança ainda em baixa
O Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) apresentou o segundo aumento consecutivo – de 1,0 ponto entre agosto e setembro – registrando 46,4 pontos. Ainda assim, o indicador aponta falta de confiança dos empresários do setor pelo sexto mês seguido, ao permanecer inferior a 50 pontos, e acumula queda de 4,9 pontos em 2018. 
 
O índice ficou pouco acima do patamar verificado em maio (46,0 pontos), antes da greve dos caminhoneiros, mas continuou abaixo dos níveis alcançados no final do ano passado e início deste ano. Vale destacar que o indicador foi 4,9 pontos inferior ao de setembro de 2017 e o pior para o mês em três anos. O Iceicon nacional recuou 1,0 ponto frente ao registrado em agosto e aproximou-se da linha de 50 pontos, com 50,8 pontos em setembro.
 
O Iceicon-MG é resultado da ponderação dos índices de condições atuais e de expectativas, que variam de 0 a 100 pontos. Valores abaixo de 50 pontos indicam percepção de situação pior e expectativa negativa para os próximos seis meses, respectivamente.
 
 
 
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