Cuidado com os azeites fraudados

Azeite-se / 23/06/2019 - 06h00

Nesta semana a polícia descobriu uma fábrica clandestina de azeite na Zona Leste de São Paulo. Ali fabricavam uma mistura de óleos, azeites lampantes e aromatizantes nocivos à saúde e que era vendida como azeite de oliva. Nessa operação foram apreendidos 40 mil litros de óleo vegetal e 15 mil litros de azeite falsificado pronto para venda com as marcas Olivais do Porto, Quinta Lusitana, Évora, Quinta D’ouro, Oliveiras do Conde.

Em análises recentes, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, reprovou, no âmbito da Operação Isis, 59,7% das amostras de azeite de oliva, indicando que muitos produtos fraudados são comercializados no Brasil. A fraude mais recorrente é a mistura do produto com outros tipos de óleos para venda como se fosse azeite de boa qualidade. Outra irregularidade é classificar no rótulo e vender o produto como tipo extra virgem e ser um tipo virgem ou lampante – que, na verdade, deveria ser destinado ao uso industrial e não à alimentação!

É fácil para o consumidor diante de uma gôndola ter os olhos brilhando aos atrativos fakes de rótulos de produtos que não condizem com o que está dentro da garrafa por conta dos preços acessíveis. Na escolha do azeite, atente-se ao rótulo! Para que o produto seja considerado “azeite extra virgem” ou “azeite de oliva virgem”, segundo a normativa do Ministério da Agricultura, não é permitida a presença de misturas com óleos vegetais refinados, como de soja, milho e girassol, de outros ingredientes, aromas ou sabores. No caso do azeite de oliva refinado, o rótulo mencionará, obrigatoriamente: “tipo único”. 

Outras dicas para a escolha de um bom azeite, são: 

- Verificar a data de produção: quanto mais fresco, melhor; 
- O local de origem e procedência devem ser, preferencialmente, no mesmo país, evitando assim possíveis fraudes; 
- As garrafas escuras ajudam a conservar o produto, por isso escolha as embalagens que não estejam em contato com a luz e com o calor; 
- Nomenclaturas como “tempero português” ou “tempero espanhol” significam que aquele produto é uma mistura, e não um azeite de oliva de boa qualidade.
- Não tenha receio de incluir um bom azeite extra virgem na sua dieta. Basta ter cautela e investir cinco minutos do seu tempo analisando o produto antes de comprá-lo e, claro, desconfiar de marcas muito baratas, pois é necessário um mínimo de 10 quilos de azeitona para se fazer 1 litro de azeite.

 

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