Gás: prós e contras

Boris Feldman / 13/04/2016 - 06h00

Quando a senhora presidente da república estava em plena campanha eleitoral (2014), segurou artificialmente o preço da gasolina (e, em consequência, também o do etanol), uma das mentiras que usou para conquistar seu eleitorado. Mas, mentira tem perna curta e os preços da gasolina e etanol logo dispararam e a verdade está aí hoje nos postos. Mesmo com o preço internacional do petróleo tendo despencado para menos da metade, nossa gasolina - uma das mais baratas no passado - é hoje uma das mais caras do mundo.

Como consequência, número cada vez maior de motoristas migra para o gás natural veicular, o GNV. Hoje, em termos financeiros, o custo do quilometro rodado com o gás chega a custar metade do etanol ou da gasolina. Entretanto, ele exige um investimento inicial de cerca de três ou quatro mil reais no equipamento. Não se trata, como dizem, de uma “conversão” para o gás, pois o motor continua operando também com etanol ou gasolina.

Entretanto, o gás só é viável economicamente para o automóvel que roda elevada quilometragem mensal. Na prática, só para quem usa o carro profissionalmente como, por exemplo, os taxis que rodam mais cinco mil quilômetros por mês ou vendedores que circulam constantemente pelas estradas. Neste caso, o retorno do investimento se dá em menos de doze meses.

Vantagens e desvantagens: se o custo menor por quilômetro rodado com gás é uma vantagem inegável, existem também algumas desvantagens. Em primeiro lugar o motor perde um pouco de potência. Em segundo, perde-se parte da capacidade do porta-malas para instalar o cilindro de gás.

Em compensação, o GNV é insuperável num item: ao contrário dos outros combustíveis, é praticamente impossível adulterá-lo, pois ele é estocado em tanques de altíssima pressão e de custo elevado. Até hoje, apesar de estar no mercado há muitos anos, nunca se teve notícia de adulteração do gás.

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