Um casamento que não dá muito certo é a mistura de óleos mineral e sintético

Boris Feldman / 24/03/2015 - 07h01
Um casamento que não dá muito certo é a mistura de óleos mineral e sintético

Você está na estrada com o automóvel, para no posto para abastecer, aproveita para checar o nível dos líquidos, inclusive do óleo do motor, e a vareta mostra estar faltando pelo menos um litro de óleo. Mas você se esqueceu daquela dica aqui do “Auto Papo” para sempre carregar no porta-malas pelo menos um frasco com um litro do mesmo óleo usado no motor sempre que botar o pé na estrada. E o que vinha sendo usado no motor era um óleo sintético, ainda mais difícil de ser encontrado nos postos de estrada. Qual a solução? Dá para misturar óleo mineral (que é bem básico) com o sintético (bem mais sofisticado)? Sim: é melhor ter algum do que nenhum. Porém, lembrar de usar um óleo mineral que tenha as mesmas características (API de aditivação e SAE da viscosidade) do sintético. Se você estiver em dúvida, é só procurar no manual, pois elas estão lá especificadas.

Em segundo lugar, assim que possível, esgote este óleo misturado e volte a encher com o sintético recomendado pela fábrica. A mesma dica para o caso de quem usa o mineral e teve, por qualquer motivo, que completar com o sintético. Este dois óleos, mineral e sintético, possuem propriedades e características químicas e físicas completamente distintas e é difícil prever se o resultado de uma mistura de ambos vai resultar num bom lubrificante para o motor. Mesmo considerando-se que o sintético é muito mais eficiente e sofisticado, ele pode prejudicar o desempenho do mineral, mesmo que acrescentado em pequena proporção no cárter. 


Outra dica de óleos do motor é observar rigorosamente a frequência de troca recomendada pelo fabricante do carro. Mesmo o sintético tendo maior durabilidade que o mineral, ainda assim ele deve ser substituído com a quilometragem indicada no manual. Ou na metade dela, caso o carro seja submetido a uso severo. Que se entende pelo automóvel que anda um pouco de manhã, fica parado o dia inteiro, depois anda de volta mais alguns quilômetros a noite para casa. Se a recomendação é para substituir aos 10 mil quilômetros, faça-o aos cinco mil. E, finalmente, se o fabricante do automóvel indica a troca pela quilometragem ou por tempo, o que vencer primeiro, siga esta recomendação. Ainda que seu carro tenha rodado poucos quilômetros no prazo (de seis meses, por exemplo) indicado no manual. Venceu o prazo de seis meses, mas você só rodou 2 mil quilômetros? Não importa, o óleo vence como remédio e deve ser trocado.


Corolla esportivo


A Toyota tailandesa acaba de apresentar uma edição especial “Nürburgring” do Corolla Altis Esport, com rodas de 17 polegadas e pneus 215/45, mais defletores dianteiro e traseiro. O motor é o mesmo 1.8 litro de 141 cv e a suspensão foi recalibrada. 

 

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