Cabral x Judiciário

Coluna Esplanada / 28/05/2021 - 06h00

O Supremo Tribunal Federal derrubou a delação do ex-governador Sérgio Cabral, fechada com a Polícia Federal, na qual ele cita, sem rodeios, supostas negociatas do ministro Dias Toffoli, de Aécio Neves e outros políticos e togados. A Coluna apurou que Cabral só tem agenda de visitas com os citados para comprovações. Sua defesa insistia com a PF para abrir o inquérito, que, segundo conta, descobriria tudo se fosse a fundo. Cabral tem mais de 300 anos de condenação e muitos anos ainda a cumprir em regime fechado. Sua situação agora vai piorar. Além de continuar trancado na cela, no Rio, ele será alvo de processos na área cívil e criminal movidos pelo ministro Toffoli, a esposa do togado e um advogado suposto intermediador das vantagens indevidas por sentenças favoráveis a políticos, que o ex-governador citou. A família de Cabral está revoltada. Contam que a PF poderia abrir o inquérito com ou sem delação para avançar sobre o que ele contou.

Quem diria
Os ministros do STF, cuja maioria criticou tanto o MPF na Lava Jato, agora usam argumento para derrubar a delação de Cabral de que o MPF não validou as tentativas de acordo.

Ou seja...
... É como cuspir num copo d'água quente e beber depois a água morna.

Zona Sul
O deputado federal Dr. Luizinho assumiu a presidência do Progressistas do Rio de Janeiro já fazendo mudanças: a sede do partido sai do Centro para Botafogo.

Caldo entornou
Na Paraíba, há um movimento sigiloso para o atual governador João Azevedo (Cidadania) apoiar Lula contra Jair Bolsonaro. Já o PSDB não suporta o PT que tem como presidente estadual o deputado federal Pedro Cunha Lima, filho do ex-senador Cássio Cunha Lima. Ambos estão alinhados com o presidente Bolsonaro e o partido vai lançar candidatura própria no 1º turno.

Fora do páreo
Prestes a trocar o PSB pelo PT para disputar novamente o Governo da Paraíba, Ricardo Coutinho tornou-se inelegível pelo TSE, numa votação de 6x1 que não acolheu o recurso da defesa para poder concorrer a cargos políticos. Em 2014, ele havia sido condenado por abuso de poder econômico e político a oito anos.

#VotaKigali
Dia 2 de Junho a Frente Parlamentar Ambientalista faz evento online sobre a Emenda de Kigali. O projeto chegou à Câmara dos Deputados há exatos 3 anos. De lá para cá, 120 países já ratificaram, comprometendo-se a reduzir os gases HFCs em aparelhos de ar-condicionado, uma das principais pautas mundiais do Meio Ambiente. Por aqui, nada avançou.

Variantes
Portugal não registrou morte por Covid-19 nas últimas 48 horas, mas há mais de 500 infetados com o SARS-CoV-2, de acordo com o boletim divulgado pela Direção Geral da Saúde. Muitos brasileiros estão evitando voos que fazem escalas na terra mãe.

Assistindo a tudo
De um leitor que mora em Lisboa: as manifestações do presidente Bolsonaro, com aglomerações públicas e ausência de máscaras, são interpretadas como uma agressão ao mundo e não apenas ao povo irmão. A imprensa europeia passou do espanto à galhofa, comparando ao irracional. As autoridades fazem do silêncio obsequioso.

Mudinho
O ex-prefeito do Recife e atual secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco Geraldo Julio está no cargo há cinco meses e até o momento não utilizou a mídia para falar das atividades e programas de sua pasta. Usa sempre a secretária executiva Ana Paula Vilaça.

Respirando, por ora
Denunciado pela PF na compra de 500 “respiradores testados em porcos”, Geraldo Júlio está recluso. Um dossiê sobre a compra já chegou à CPI da Pandemia no Senado.

Lerner
Não é apenas um político que se foi. A morte do ex-governador do Paraná e ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner deixou os paranaeses órfãos de um homem que idealizou e fez da capital referência ambiental no mundo, com parques e bosques em meio à selva de pedras, e a criação dos corredores BRT com inovadores estações de embarque.

Termômetro
O Brasil entra em declínio na praça. Neste maio, o Índice Nacional de Confiança do Consumidor alcançou 39,1 pontos, queda de 0,4 ponto em relação ao mês passado (29,5). Este é o 7º mês consecutivo de diminuição no grau de confiança do brasileiro.

 

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