PPS, cidadania e oposição

Coluna Esplanada / 10/01/2019 - 12h00

O PPS vai mudar o nome para Cidadania e deve ser oposição oficial ao Governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O presidente do PPS, Roberto Freire, vai convocar um Congresso Extraordinário em Brasília para as próximas semanas, e colocar os temas em pauta. Hoje, o PPS é independente no Congresso e em relação ao novo Governo. E a oposição, por ora, é questão pessoal de Freire, reforça o comandante do partido. O ‘Cidadania’ foi escolhido após consulta a militantes.

Republicanismo 
“Será uma oposição democrática, e com responsabilidade, como sempre foi”, diz Freire à Coluna, caso os partidários aprovem a tendência. 

Segredo de Estado
Não se assustem os que apontam Sérgio Moro futuro ministro do STF e o virem candidato a presidente da República no pós-Bolsonaro, em 2022 ou 2026.</CW>

Êpa, êpa
Não se questiona o preparo de Wilson Witzel para o Governo do Rio. Mas pegou mal na família Bolsonaro sua intenção, no segundo dia no cargo (!), de disputar o Planalto. 

Dever de casa
A “mudança profunda” no sistema prisional brasileiro, prometida na última semana pelo ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, terá que passar primeiro pela organização e atualização de informações sobre população carcerária. Levantamento feito pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara mostrou que uma das limitações para superar a crise nos presídios é a quase total falta de dados oficiais sobre o tema. 

Custo-Detento
“Diversos documentos disponibilizados pelo Ministério da Justiça, por exemplo, exibem informações de 2008, e os mais atualizados mostram dados de 2015”, aponta o estudo Segurança Pública: Prioridade Nacional. Em outro trecho, o estudo informa que o custo do preso no Brasil, em dólares, é o mais alto da América Latina, à frente de Argentina, México, Paraguai e Peru.

MDB x MDB
Enquanto o senador Renan Calheiros (MDB-AL) intensifica a articulação com outras legendas para voltar ao comando do Senado, caciques do partido avaliam, nos bastidores, que o nome da senadora Simone Tebet (MDB-MS) pode ter mais apoio e adesão para assegurar a vitória do partido na disputa em fevereiro.

Plano B
Esse cenário começou a ser traçado após o ministro do STF, Marco Aurélio Mello, determinar votação aberta para eleição do presidente do Senado. Apesar do revés nacional nas últimas eleições, o MDB manteve a maior bancada no Senado, com 12 parlamentares. Dizem integrantes da cúpula emedebista que a presidência do Senado é “imprescindível” para manter o “protagonismo” da legenda na Esplanada.

Amor no Amapá

Hospital do Amor de Barretos vai avançar em Macapá. O empresário Elpídio Amanajas, um dos idealizadores da parceria, terá reunião dia 18 com Dr. Raphael Luiz Haikel, diretor da matriz, para tratar do contrato de pessoal e atendimento ao público. Estuda-se colocar na pista a Carreta do Câncer para atendimento nos municípios.

Girem a roleta

O Rio deu o pontapé político para a volta dos cassinos, com a defesa, de público, do governador Witzel, e do prefeito Marcelo Crivella. O trade turístico sabe da importância de geração de empregos, de fomento a hotéis e restaurantes. E de arrecadação. É cada vez maior a presença de investidores americanos no Brasil, de olho no setor.

Perigoso
Em relatório enviado a investidores internacionais, ao qual à Coluna teve acesso, a consultoria de risco político Eurasia aponta que o ambiente geopolítico é o mais perigoso em décadas e ocorre “justamente em momento em que a economia global está se saindo bem”. 

Cuidando de casa
O documento sublinha que os líderes mundiais estão tão ocupados com crises locais que estão ignorando “problemas muito maiores no futuro”. No tópico “Coalizão de má vontade”, o relatório pontua que Donald Trump, agora tem “imitadores” ao citar o presidente Jair Bolsonaro (PSL) que, segundo o texto, usou a cartilha do presidente americano para vencer as eleições.

 

 

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