Apetite para destruição: o Rock N' Roll em Moscou e a Copa do Mundo que derruba tabus

Direto da Rússia / 14/07/2018 - 08h43

Enquanto o corredor de acesso ao campo do Luzhniki Stadium era um acampamento de descanso para os funcionários que montavam o palco da final da Copa do Mundo de 2018, o vizinho Spartak Stadium estava no mesmo ritmo. A segunda arena do Mundial em Moscou, entretanto, se preparou para receber na sexta-feira (13) o show dos Guns N' Roses, em pleno Dia Mundial do Rock.

A antes "mais perigosa banda do mundo", finalmente com o retorno de membros originais, inicia a turnê na Europa durante o verão do Velho Continente logo em terras de Copa do Mundo, e bem na antevéspera do jogo mais aguardado. No metrô, horas antes do show - que começou às 18h - pessoas já saiam de camiseta preta com a logo marca dos californianos.

Símbolo da rebeldia, o Rock N Roll está presente na sociedade moscovita assim como o McDonal'ds ou os jogos da NFL, ainda que conectam com uma nova geração nascida após a queda do muro de Berlim. Ainda que o som das guitarras tenham passado por debaixo da cortina de ferro na década de 1970, as músicas executadas em público eram sob intervenção do governo comunista.

Hoje, seja nas centenas de linhas metroviárias da capital, em bares ou simplesmente no meio da calçada, o som de Moscou é puro metal. Na Copa do Mundo cuja a música oficial tenha sido escrita por um cantor de Reggaeton, os feitos que aconteceram e deverão suceder neste domingo combinam mais com o Rock.

Na decisão entre França e Croácia, além de poder haver um campeão inédito ou o primeiro título francês fora de seu território, o protagonista da Copa fugirá de Messi e Cristiano Ronaldo - o argentino foi eleito o melhor de 2014. Algo que pesa e muito na escolha da bola de ouro.

O guitarrista Slash, de volta ao GN'R, durante ensaio no Spartak Stadium

O guitarrista Slash, de volta ao GN'R, durante
ensaio no Spartak Stadium

A imprensa local por aqui elege, em sua maioria, Luka Modric como o destaque da Copa. Se erguer a Taça Fifa, terminará a temporada 2017-2018 com os dois principais títulos do planeta, e prestes a derrubar a hegemonia da eleição do melhor do mundo criada pelo camisa 10 do Barcelona e o agora número 7 da Juventus desde 2008.

Do lado dos Bleus, Griezmann e Mbappé lideram o time favorito da decisão. O primeiro, assim como Módric, também conquistou o título europeu, da segunda prateleira, é verdade, mas já foi eleito o terceiro jogador mais precioso do planeta há dois anos, quando justamente foi o destaque individual da Eurocopa. Para o jogador, entretanto, seria um desastre aquele resultado de 2016 se repetir no Luzhniki.

Seu companheiro de ataque, Mbappé, já tem um troféu garantido em mãos, de melhor jogador jovem. Há quatro anos, foi Pogba quem o conquistou. O camisa 10 francês igualou Pelé como um finalista de Copa sub-20. E, no que depender de sua atuação diante dos croatas, poderá seguir os passos de Ronaldo Fenômeno, bola de ouro em 1996, com duas décadas recém completadas de vida.

 

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