Chuteira de Pelé, camisa de Cafu: no luxuoso GUM Shopping, relíquias de preço incalculável

Direto da Rússia / 13/07/2018 - 07h00

O garotinho russo cola o nariz no vidro e os olhos ficam paralisados. Parece não acreditar que aquele tamanco com seis parafusos conseguia correr pelo gramado e chutar a bola. Na terra dos museus, o futebol virou tema para a viagem no túnel do tempo. Artigos de colecionador, que contam a história da Copa do Mundo, foram expostos no mais luxuoso centro comercial de Moscou.

Na beira da Praça Vermelha, o GUM Shopping criou um corredor para fascinar os consumidores. Mas os itens em questão estão fora de preço. Muitos deles da coleção do brasileiro Paulo Gini. De 1930 a 2014, a Fifa e o Comitê Organizador do Qatar apresentam a chuteira que Ademir Menezes usou na edição de 1950 - foi o artilheiro -, a camisa utilizada por Bebeto em 1994, com dedicatória ao desconhecido “amigo Marinho”.

Outras peças fascinantes são de Pelé. O agasalho do Rei na Copa de 1958, em verde e amarelo, 100% algodão, livrou o maior jogador de todos os tempos de passar frio na Suécia. Há também suas chuteiras da Copa de 1970.

Este artefato, inclusive, merece observação especial. O craque Tostão conta que Pelé se incomodava com as chuteiras fabricadas pela Puma especialmente para ele jogar no México. Então pediu ajuda aos roupeiros, que pegaram pares da concorrente Adidas, arrancaram as três listras e costuraram a faixa da empresa rival. No museu, porém, a sola denuncia que o calçado à mostra não é o fraudulento.

Ainda sobre o Rei, a organização do Catar, que receberá a Copa de 2022, exibe com orgulho uma camisa 10 do Santos de 1973. Foi neste ano que Pelé jogou pela primeira e única vez no país do Oriente Médio. Mais adiante, o ídolo brasileiro divide uma vitrine com Diego Maradona. A última camisa que Pelé usou pela Seleção Brasileira está ao lado do manto que marcou a despedida do argentino dos gramados.

A Fifa já havia aberto, em parceria com a Hyundai, uma casa da Copa numa das ruas mais movimentadas da capital russa. Lá, os visitantes tinham a tarefa de tirar uma selfie com a Taça Fifa, com a Jules Rimet, com uma das 32 camisas das seleções classificadas para 2018, além de escolher os cartazes de Pelé, Maradona ou Yashin. Missão cumprida? Então poderiam ganhar um kit de broches ao fim da visita.

Voltando à exposição do shopping, o passeio contém a camisa usada por Cafu na final e 2002 (100% Jardim Irene), e a lembrança maior do último título da Seleção em Copas, a completar 20 anos quando a Taça Fifa chegar ao Qatar.

Chuteira usada por Pelé em 1970, ao lado da camisa de Cafu de 2002 e os mantos de Baggio e Bebeto (1

Chuteira usada por Pelé em 1970, ao lado da camisa de Cafu de 2002 e os mantos de Baggio e Bebeto (1994)

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