A importância da cultura

Editorial / 19/05/2015 - 09h40

Através do Circuito Cultural Praça da Liberdade, o visitante faz um passeio pela história de Minas Gerais, mas também exemplos do conhecimento universal. Informações sobre política, economia, literatura, negócios e artes estão todas reunidas no espaço da Praça da Liberdade, um dos marcos históricos da capital. O circuito é definido como o maior conjunto integrado de cultura do Brasil.

Por isso, é de se estranhar essa grande polêmica que vem ocorrendo a respeito do que acontecerá com o planejado Centro Cultural Oi Futuro, que também tinha o seu lugar garantido no circuito. O trato de instalação do espaço neste local foi firmado em março do ano passado, portanto, no governo anterior ao atual, agremiações que são diretamente adversas.

Quem perde com isso é a população, o turismo e o perfil cultural que vem sendo construído gradativamente para a capital dos mineiros. O circuito hoje possui uma infinidade de atrações, grande parte delas formatada em parceria com a iniciativa privada: com sua marca principal, a interatividade, oferece acervos históricos e artísticos, centros culturais, biblioteca e espaços para oficinas, cursos e ateliês abertos, além do planetário, cafeterias, restaurantes e lojas.

Como se vê, é um ambiente que rivaliza com aqueles encontrados no Primeiro Mundo. Sobre o caso do Oi Futuro, que prevê, ou previa, a instalação de um jardim sensorial, instalações multimídias, galerias de arte, além do Museu de Telecomunicações e de um teatro, a empresa de telefonia Oi terá que procurar outro local devido à nova política cultural do governo do Estado, que prevê “um novo conceito” para o circuito.

Pode ser um risco já que, do jeito que está atualmente, o circuito vem obtendo pleno êxito em seus objetivos. E foi uma forma de as empresas que exercem suas atividades em Minas darem um retorno à população, lembrando que os diversos espaços são geridos, por exemplo, pela Fiat, Vale, Gerdau, Sebrae, Banco do Brasil e Cemig.

O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), órgão que passou administra o circuito, deu uma esperança ao informar que ainda não há nenhum “comunicado oficial” descartando a instalação do Oi futuro. Mas como o governo do Estado vem tratando desse assunto com evasivas e notas lacônicas, ainda é uma incógnita o que acontecerá.

A empresa de telefonia Oi terá que procurar um outro local devido à nova política cultural do governo do Estado, que prevê “um novo conceito” para o circuito

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