Energia solar tende a ser mais democrática

Editorial / 09/10/2019 - 06h00

A Cemig anunciou, ontem, conforme reportagem desta edição, o surgimento de uma empresa que atuará no setor de geração distribuída de energia, com benefícios a consumidores – a princípio, indústrias e empresas, que poderão ter descontos de até 25% nas tarifas, se aderirem aos planos lançados junto com a iniciativa.

A SIM, como é chamada, trará ainda perspectivas de crescimento nos negócios da companhia, que integra lista de privatizações pretendidas pelo governo estadual. 

A geração distribuída lida com eletricidade produzida nas proximidades ou no próprio local de consumo, sendo que a quase totalidade dela é referente aos sistemas fotovoltaicos, considerados fontes limpas de energia e cada vez mais utilizados no país – embora, atualmente, representem apenas 1% da matriz energética nacional.

Resultado da fusão entre a Cemig Geração Distribuída (Cemig GD) e a Efficientia, também da estatal, a SIM alia, segundo os gestores, a expertise de ambas. Por um lado, a marca terá a capacidade estratégica e de comercialização da GD e, por outro, o know-how e a inovação presentes na Efficientia, que desenvolve projetos com foco em redução de custos e aumento da competitividade.

A nova empresa tem ainda a intenção de democratizar a energia renovável em centros de consumo, onde não há espaço para construção em escala e, ao mesmo tempo, fomentar o desenvolvimento econômico nas comunidades onde os projetos serão implementados.

A ideia é construir em parceria com uma empresa privada da área solar e de engenharia – que, aliás, detém 51% do controle da SIM –, 32 usinas solares fotovoltaicas em 17 cidades mineiras, a maioria delas no Norte de Minas – uma já inaugurada em Janaúba –, com potência instalada de 200 MW, cada, gerando300 gigawatts/hora por ano. Até o fim do ano que vem, o investimento será de R$ 600 milhões e a previsão é de que as obras gerem 4 mil empregos. 

Resta esperar que a iniciativa seja um sucesso para os investidores, claro, mas que também impulsione a economia do Estado, propiciando a infraestrutura necessária para a difusão de energia limpa, a preço competitivo, gerando, assim, emprego e renda para a população. 

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