Esperança para a Rua Guaicurus

Editorial / 19/08/2015 - 09h15
Depois de vários anos de promessas nunca cumpridas, parece que agora, finalmente, haverá uma intervenção urbana na rua Guaicurus e seu entorno. Um projeto arquitetônico concluído em 2009 será posto em prática para a criação do Fórum do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Serão utilizados os antigos prédios históricos da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas (UFMG).
 
A Escola, que funcionou neste mesmo local desde 1912, mudou-se para o Campos Pampulha da UFMG em 2010, e o espaço físico foi cedido ao TRT. O local fica na parte mais degradada da capital e que é cenário de casas e hotéis de prostituição, motéis, lojas de produtos sexuais e bares e restaurantes precários. Costuma também ser refúgio de ambulantes, andarilhos e mesmo usuários de drogas.
 
Uma das grandes preocupações de quem se debruçou sobre essa questão de BH foi o que fazer com a população flutuante da região. Especialistas dizem que todo projeto de revitalização da Guaicurus e adjacências esbarrou nesse aspecto social. Por exemplo, em 2013, o Hoje em Dia noticiava que a Secretaria Municipal de Regulação Urbana planejava demolir galpões que abrigam sex shops e bares para construir hotéis de luxo e um centro de convenções. Nada foi para a frente.
 
Em 2007, a Câmara Municipal já discutia a questão da Guaicurus. Nos debates surgiu a ideia de que o Centro não comportava mais a atividade principal da Guaicurus, os bordéis. O gerente Municipal de Manutenção da Região Centro-Sul na época chegou a dizer que a atividade não era regulamentada pela prefeitura e funcionava de forma ilegal. Mas ficou-se somente no debate.
 
No projeto de adaptação dos prédios para o novo TRT está incluída a recuperação de passeios públicos e execução de projetos paisagísticos na região. Acredita-se que essa nova movimentação, quando a corte estiver pronta, atraia também um comércio mais qualificado. A arquiteta responsável pela obra está otimista. “O TRT vai trazer vida para a região, renovar a cidade”, acredita Flávia Paolucci.
 
Aquela região faz parte da história de BH. Foi o ambiente onde surgiu, por exemplo, Hilda Furacão, nos tempos áureos. Mas esse tempo passou e hoje precisa ser incluída na modernidade.
 
Em 2013, o Hoje em Dia noticiava que a Secretaria Municipal de Regulação Urbana planejava demolir galpões que abrigam sex shops e bares para construir hotéis e um centro de convenções. Nada foi feito
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