Momento exige de todos responsabilidade

Editorial / 30/06/2020 - 06h00

No primeiro dia de retorno à realidade de isolamento social mais rígido e fechamento do comércio não-essencial em Belo Horizonte, ainda foi possível flagrar vários exemplos de desrespeito das regras e recomendações. Tanto por parte de lojas que insistiram em ignorar a determinação para manter as portas fechadas quanto de pessoas que se exercitam em locais inclusive bloqueados pela Prefeitura, tanto mais sem usar qualquer aparato de proteção.

Exemplos do que o prefeito Alexandre Kalil definiu como ‘minoria irresponsável’ que, por seus atos e posturas, estaria favorecendo a disseminação da Covid-19 na capital e impedindo a manutenção de medidas mais brandas e a tentativa de retomada da nova normalidade. Neste próprio espaço, por várias vezes se discutiu a importância da conscientização e o papel de cada cidadão no enfrentamento a uma pandemia que, diferentemente do que se vê em boa parte do mundo, não dá sinais de desaceleração. Ao contrário, caminha, no caso de Minas, para o que deve ser o pico da curva de contágio.

Não se questiona ou contesta a urgência de vários setores econômicos, especialmente nos casos em que a atividade (vendas) é a fonte de sustento e manutenção de renda. Os impactos da pandemia vão muito além da questão sanitária, e nem sempre é possível contar com a opção de vendas remotas ou entregas. Mas não há como fechar os olhos para o risco de colapso do sistema de saúde e a perspectiva de um cenário ainda mais trágico.

É bem verdade que já se vão 103 dias de confinamento em maior ou menor grau, mas a perspectiva de recuar sempre esteve em pauta, especialmente considerando que mesmo todo o aparato científico ainda é incapaz de traçar o comportamento do vírus e suas especificidades. Mesmo porque muito depende da resposta da população e da capacidade de limitar o risco de contágio. Mais do que nunca, é necessário bom senso. O exercício físico fora de casa não é necessariamente danoso, desde que em horários alternativos e em locais sem movimentação. Na maior parte do tempo, no entanto, é imperativo permanecer em casa e cumprir à risca as recomendações de proteção. Quando a pandemia passar, aí sim será possível entender e ter a real importância do que hoje é um sacrifício.
 

 

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