Planejar finanças livra consumidor de dívidas

Editorial / 21/06/2019 - 06h00

O perfil do consumidor da capital mudou de maneira significativa nos últimos dois anos, segundo diagnóstico elaborado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-BH), a partir da leitura de pesquisas realizadas em 2017 e 2019.

Com o avanço da inflação no período – o IPCA passou de 1,88% em 12 meses, na época do primeiro levantamento, para 4,82%, este ano –- e uma relativa retração do desemprego, aumentou para mais da metade, entre os dois períodos, o número de belo-horizontinos que declararam ter ao menos uma compra parcelada. Eles passaram de 49,2%, em 2017, para 59,2%.

Economistas dizem que, por um lado, a subida geral do custo de vida fez com que, em vez de comprar produtos à vista, boa parte das pessoas optasse por dividir o valor em prestações – de preferência, sem juros. 

Por outro, no que tange à queda do desemprego – o número de desocupados na cidade caiu de 205 mil para 178 mil, entre os dois anos –, mais gente reconquistou poder de compra.

Um dos indicativos de que muitos trabalhadores que retornaram ao mercado passaram, de fato, a fazer compras a prazo está no crescimento do gasto médio com os pagamentos de dívidas – o que acaba apertando no orçamento do lar. O valor saltou, no intervalo entre as pesquisas, de R$ 494,83 para R$ 561,17.

A tendência, conforme os especialistas, é de que, se mais pessoas conquistarem postos de trabalho, haja uma elevação ainda maior da massa que volta ao consumo. 

Tudo isso aponta para a enorme importância do planejamento financeiro na vida das pessoas, sobretudo em um cenário em que as aquisições de bens e serviços feitas de forma parcelada passam a ser a escolha da maioria. 

As dicas mais fundamentais são aquelas que todo mundo parece saber de cor, ao menos em teoria, mas que, muitas vezes, não são colocadas em prática – ou até são, só que por curtos períodos –, seja por falta de disciplina ou por ausência de orientação.

Manter sempre organizadas as contas domésticas, jamais gastar mais do que se tem e do que se pode, preferir pagamentos à vista, tendo como base a capacidade orçamentária individual ou familiar, e substituir alguns itens de consumo regular, por exemplo, são excelentes conselhos para livrar-se de dívidas. 

 

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Comentários