Só não pode faltar esperança no Natal

04/12/2020 às 11:48.
Atualizado em 27/10/2021 às 05:13

Já estamos no último mês do ano e o Natal está chegando. Em outros tempos, que agora por uma série de fatores parecem bem mais distantes do que realmente estão, as atenções e energias estariam muito provavelmente direcionadas para a arrumação da casa com enfeites coloridos e luminosos, as compras para a ceia, presentes, amigo oculto. 

Muitas conversas girariam em torno da uva passa ou não no arroz, a irritação causada por “hinos” como o famoso “Então é Natal” e o verdadeiro sentido da festa que costuma agregar a família, o estresse das compras, as promessas de fim de ano.

Desta vez, porém, o cenário é outro, adverso, confuso, cheio de incertezas. Por causa de um inimigo nada oculto e de alcance devastador, o medo bate à porta de muitos. A irresponsabilidade, na de outros tantos que insistem em negar ou ignorar os perigos evidenciados em tristes estatísticas mundo adentro. Muitas famílias enlutadas, sem emprego, renda ou esperança.

Agora, com a proximidade do Natal, os médicos reforçam o sinal de alerta, recomendam evitar festejos para poder celebrar com saúde no próximo ano. Tempos estranhos, esses.

Viagens, compras, festas estão com bandeira vermelha, como daquelas que se vê na praia em dias de mar agitado. E por falar em mar, toda a cautela se baseia no temor de uma segunda onda de disseminação da Covid.

O consumidor de BH, talvez em busca de alguma “normalidade de outrora”, faz planos de gastar, de presentear entes queridos. Bom para o comércio, que não pode, porém, baixar a guarda, para não entrar em 2021 num cenário ainda pior. 
E enquanto o Reino Unido já se organiza para iniciar vacinação em massa, semana que vem, vamos por aqui assistindo e esperando. Porque esperança pode ser o maior dos presentes a dar nestes tempos desafiadores.

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