Cerveja, espaguete, gatos, asneiras e o Cruzeirão

Evaldo Magalhães / 05/04/2019 - 06h00
Chego em casa do serviço por volta de 21h de quarta-feira. A noite de Emelec x Cruzeiro tem tudo para ser especial no sagrado aconchego do lar. Cervejas gelando no freezer, um espaguete com molho sensacional sendo preparado pela minha “conje” – receita irrevelável de família que mistura tomate, ragu de carne e, pasme, leite! – e a TV sem o incômodo “delay” dos serviços por assinatura.
 
Saí do trabalho no decorrer da partida do time de Vespasiano, que era acompanhada por boa parte da redação. Disse aos colegas que torcem pelo Alvinegro que ficassem tranquilos. A equipe viraria aqueles 2 a 0 do primeiro tempo facilmente por um único e exclusivo motivo: eu deixaria o recinto e, portanto, pararia de secá-los. Dito e feito.
 
Retomando minha aventura celeste: confesso que, nos primeiros minutos da peleja em Guayaquil, eu olhava de vez em quando para a tela, sem som, e torcia pelo... Emelec. Poxa, os caras estavam de azul e nós, de branco. Depois, corrigi isso, claro.
 
Dei comida aos gatos e à cachorrinha (19 anos), abri a primeira latinha e postei-me diante do computador e do televisor para redigir esta croniquinha, exercitando prazerosamente meu dom multitarefa.
 
O problema é que, por mais que estivesse disposto a comentar a atuação dos nossos bravos atletas, o posicionamento em campo, a pressão do adversário, tudo sob a batuta do maestro Luiz Antônio Venker Menezes, não me saía da cabeça wsasmasnmadnalçmçaçdlllkçl....(Perdão, mas o Ziggy, o felino cinza, grande e rajado, caçula do meu gatil e ser humano mais gente boa do universo, subiu no teclado agora e perdi o controle das coisas, momentaneamente).
 
Pois bem, por mais que eu tentasse – opa, golaço do “Reidriguinho”, nosso 300º na Libertadores, 1 a 0! –, não conseguia parar de pensar na bobagem dita, também na quarta-feira, por um repórter esportivo (recuso-me a dar o nome) de conhecido canal de esportes da televisão (idem). O sujeito sentenciou que seriam quatro, e só quatro, os “times grandes” do país: Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Flamengo.
 
Ora, qual o critério dele para proferir tamanha asneira? Vontade de aparecer? Bem, sustentou o rapaz que os mencionados “sempre brigam por títulos” e “estão em São Paulo (Flamengo em SP?), um grande centro comercial”.
 
Diacho, que raciocínio mais torto! Nem vou mencionar o time do coração do prefeito de BH, que teve conquistas importantes nos últimos cinco anos. Tampouco falarei de dois gaúchos, mordidos por terem ficado fora da lista. Restrinjo-me ao Cabuloso: dois Brasileiros e duas Copas do Brasil, desde 2013; somos o segundo no ranking de salários da Série A, este ano, segundo um notório blogueiro e comentarista, e disputamos acirradamente, com Palmeiras e Flamengo, o posto de donos do melhor elenco do Bananão.
 
Dos times que o repórter mencionou, vale lembrar, só o tal “Timão” e o “Verdão” tiveram conquistas significativas, recentemente. Isso não basta?
 
Ah, quero mais é que o tal rapaz vá pra mkhpsnadmnwqdlnp2jpweo... (Ziggy subiu no teclado de novo; ainda bem)... Meu espaço acabou. Vencemos o Emelec por 1 a 0, em confronto brigado, botamos um pé nas oitavas-de-final e vou tomar mais uma antes de comer o tal espaguete, que está pronto, fumegante e apetitoso.
 
P.S.: Bem-vindo, Pedro Rocha! Cuide-se, Coelhão!
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