100 dias do Governo Zema

Guilherme da Cunha / 10/04/2019 - 15h27

O governo Zema começou com muitos desafios e o primeiro foi compreender a real situação do Estado. O governo Pimentel não colaborou completamente na transição e só foi possível conhecer os detalhes da calamidade financeira e do fluxo de caixa após a posse, o que dificultou o planejamento e atrasou o início das soluções.

O segundo é a própria crise. Apenas em dívidas vencidas e não pagas, Zema herdou R$28 bilhões do governo anterior, incluindo servidores com o 13º atrasado, municípios sem repasses e fornecedores sem receber há meses. Problemas urgentes que dependem de dinheiro que não existe.

Há ainda a previsão de mais R$16 bi de obrigações com vencimento ainda este ano para as quais não há previsão de recursos.

Outro grande desafio foi construir uma parceria com a Assembleia tendo apenas três deputados do seu partido e sem ter histórico político ou alianças consolidadas.

Para completar o caos, veio a tragédia de Brumadinho. O desastre colocou todas as prioridades e projetos em segundo plano e demandou ações e atenções imediatas e intensas.

Ainda assim, o governo Zema conseguiu uma série de realizações em seus 100 primeiros dias.Ele começou cortando na própria carne, abrindo mão de benesses pessoais, reduzindo a máquina pública e recrutando sua equipe com processos profissionais.

Uma vitória decisiva, mas pouco divulgada, foi manter os serviços essenciais em funcionamento apesar da dívida de R$28 bi. O SAMU estava ameaçado de parar por falta de recursos. O retorno das aulas da rede estadual estava ameaçado de atrasar em razão de dívidas vencidas e da existência de escolas e turmas sem alocação completa de professores e horários. Na área de segurança, a gestão do combustível para viaturas policiais tem sido uma obra diária.

Às vésperas dos 100 dias houve o ponto alto deste início de trabalho com a celebração do acordo para pagamento da dívida com os municípios.

Nos últimos anos Pimentel pegou dinheiro que pertencia às cidades para pagar suas contas. Sem dinheiro, os municípios passaram a atrasar salários e comprometer os serviços públicos. Em janeiro, sem informação completa sobre o Estado, Zema repetiu a má prática de Pimentel. Isso foi um erro. A partir de fevereiro a correção foi feita. Na semana passada, contando com a mediação do TJMG, Zema celebrou acordo com a AMM para pagar a dívida, mesmo ela sendo majoritariamente de seu antecessor.

Para este governo o foco é fazer o que é certo, é fazer Minas ser respeitada novamente.

Que venham os próximos 100 dias!

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