Minas de braços dados para o futuro

Guilherme da Cunha / 16/11/2020 - 06h00

Ontem tivemos eleição. Os cidadãos dos 853 municípios mineiros escolheram nas urnas seus representantes e gestores para os próximos quatro anos. Cada um com suas propostas, promessas, histórico e estilo, inspiraram confiança na população que farão a melhor gestão para suas cidades.

E gestão, todo manual ensina, é um processo de constante aperfeiçoamento através da revisão das práticas atuais, acompanhamento da evolução das metas e adoção de exemplos bons que estejam produzindo resultados em outros lugares. A todos os eleitos, parabéns! 

O governo de Minas está 100% aberto para a colaboração com os novos eleitos e já lançou, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, do excelente Fernando Passalio, o Programa de Liderança para a Retomada Econômica, voltado para prefeitos e secretários municipais que irão iniciar seus mandatos no próximo ano e que os capacitará para atração de novos investimentos, desenvolvimento de negócios e geração de empregos por meio de políticas econômicas.

E dois exemplos de resultados de políticas econômicas de sucesso foram dados pelo governo de Minas na semana passada: a vinda da Amazon e do Mercado Livre. Juntos, gerarão mais de dois mil empregos e ainda impulsionarão o crescimento dos empreendedores mineiros, melhorando suas cadeias de logística e distribuição.

O mais interessante é que o governo Zema trouxe essas duas empresas para Minas sem entrar em guerra fiscal com outros estados. Não foi criada isenção ou regime tributário especial para atrair nenhuma delas. O que o governo fez foram gestos simples, mas raros na política: contatar ativamente as empresas para apresentar o potencial de Minas, ao invés de esperar que elas nos procurassem; providenciar em dois dias documentos e informações para os quais a expectativa delas era de dois meses; não interferir na escolha das empresas pela região na qual se instalariam; e remover empecilhos burocráticos na emissão descentralizada de nota fiscal, essencial para negócios do modelo marketplace. Tudo isso, somado ao Programa Minas Livre Para Crescer, que cria um canal direto de revisão constante de burocracias, foi decisivo.

Parece simples, e é. Mas nem sempre foi assim. O Mercado Livre, por exemplo, tentou investir em Minas na gestão Pimentel, mas desistiu diante da ausência de diálogo. Perdemos tempo e desenvolvimento. Que os gestores eleitos sigam o exemplo do governo Zema, não deixem passar as oportunidades e tenham iniciativa de criar novas. E, se precisarem de ajuda, o Estado quer ser parceiro de cada um, de braços dados para o futuro.

 

 

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