Respeito com o dinheiro do povo

Guilherme da Cunha / 15/04/2019 - 06h00

Olá! Semana passada fiz um chamado para pressionarmos os deputados federais a aprovar o projeto que permitirá que partidos políticos devolvam dinheiro público para ser aplicado em saúde, segurança e educação. Acreditem, há um partido querendo fazer isso: o NOVO. O abaixo-assinado criado pelo NOVO com essa finalidade já conta com mais de 150 mil assinaturas!

Hoje contarei como estou ajudando para que mais dinheiro público possa ir para saúde, segurança e educação.

Antes mesmo de tomar posse abri mão do auxílio-moradia e da ajuda de custo, popularmente conhecida como auxílio-paletó. Essas verbas totalizam R$260 mil que a lei permitiria que fossem diretamente para o meu bolso. É muito dinheiro e faria muita diferença no orçamento da minha família, mas acho errado tirar dinheiro dos impostos pagos pelas outras famílias mineiras para ter um privilégio ao qual nenhum trabalhador “comum” tem direito. E se acho errado, não faço e abro mão de consciência tranquila.

Não foi apenas nas verbas pessoais que promovi cortes. Também estou sendo econômico nas verbas de gabinete.

Cada deputado na Assembleia tem direito a 23 assessores, a serem pagos com uma verba que chega a R$150 mil por mês apenas em salários e gratificações, fora encargos e benefícios! Além disso, tem à disposição R$27 mil em verbas indenizatórias e uma cota de R$10 mil em serviços e materiais de escritório.

Dos 23 assessores a que tenho direito, contratei apenas 8. Ainda não fiz uso da verba indenizatória. Da cota de serviços, não cheguei a gastar R$500,00 por mês.
Como todos os eleitos pelo NOVO, fiz compromisso de economizar pelo menos 50% das verbas totais, mas já vi que será possível fazer muito mais. Diante dos números que temos, a economia em meu gabinete será de pelo menos R$2 milhões por ano. É dinheiro suficiente para construir dez unidades básicas de saúde. Se todos meus colegas fizessem a mesma economia, seria suficiente para cobrir o custo do transporte escolar em mais de 450 municípios.

Sei que cada parlamentar tem demandas específicas e que nem todos podem fazer os mesmos cortes. Ajuda muito ser de BH e ter uma base já antenada nas redes sociais, evitando gasto com escritórios regionais. O objetivo não é o corte pelo corte e o primeiro compromisso tem que ser com a qualidade do trabalho. Mas é necessário ter respeito com o dinheiro do povo ao fazer esse trabalho e economizar cada centavo possível. Não existe economia pequena. Existe desperdício, e nós temos que combatê-lo onde quer que ele exista!

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